Opinião
OITENTA ANOS DO Z�
O Zé, sim, o Alexandre, ama Arapiraca, Arapiraca, diria, sem sofisma que, através de seu povo, ama o Zé Alexandre. A cidade e o homem se confundem. O homem Zé emergiu da terra, tal qual o fumo que ali brota, lavrando o solo usando as mãos e suando o rosto, em jornada árdua do homem de fé e de luta. Zé, o Alexandre, intensamente humilde e enormemente feliz. O Zé, sócio majoritário do Coringa, empresa de grande porte para região agrestina, é um menino que assim permanece, em seu espírito e essência, mesmo no vigor dos oitenta anos, completados hoje. O Zé, como poucos, conhece o valor do trabalho; refiro-me ao que cansa o corpo, realizado inúmeras vezes, no trabalho da lavoura que lhe engrossaram as mãos. Percorreu um longo caminho. Da lavoura ao comércio. Do comércio à indústria. Talento, habilidade, sonho e muito trabalho. Elegeu-se prefeito. As urnas o consagraram. Logo cedo descobriu que gestão pública e privada são coisas distintas. Saiu da política sem mágoa, sem ressentimento. Amigo de todos, não deixou inimigos. Independente de partido, todos são seus amigos. Porta aberta e sorriso largo. O Zé, hoje empresário de grande porte, de fala simples e olhar manso, sempre tem um olhar voltado às suas raízes. Não dispensa, ainda hoje, a boa cachaça, com tira gosto de ?chambaril?. Não dispensa, também, a visita aos velhos amigos, morador de sítios, da baixa grande, e do cavaco, para jogar conversa fora, bebericar e dar boas risadas. O Zé é assim, não perde a beleza da vida, na simplicidade da existência. Não para de empreender; de fazer amigos; de contar causos; de ouvir poesia matuta; de receber, em sua mansão, de autoridades a gente simples; não para de sonhar; de rir; de tomar cachaça em doses que o fazem alegre e feliz; não para de fazer o bem; de amar sua família; de compreendê-los e de abraçá-los; não para de ser simples. Gosta do verso fácil, da rima doce, do repente matuto. Gosta da vida simples. Gosta dos sítios, onde mora a simplicidade. Gosta de Arapiraca, onde conhece suas ruas, avenidas, becos e vielas. Gosta de sua família, prole numerosa, onde todos aprenderam que simplicidade faz parte do existir humano. Gosta de gostar de Arapiraca e seu povo. Tem uma conversa fácil, um riso de criança e uma sabedoria nata. Zé, o Alexandre, é imensamente grande, na humildade da sua existência. Feliz 80 anos!