Opinião
ALAGOAS APRESENTA MAIOR REDU��O DE VIOL�NCIA DO PA�S
O 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado esta semana em Brasília, comprova que Alagoas, desde o ano passado, deixou de ser o Estado mais violento do País. Os levantamentos comparativos que vínhamos fazendo e divulgando, mês a mês, foram confirmados pelos números finais do governo federal. Mais ainda: em Alagoas ocorreu a maior redução de homicídios entre todos os estados da federação. Foram 20,8% a menos que no ano anterior ? uma queda robusta e consistente. Bem mais expressiva que os 13% do Distrito Federal, o segundo colocado. O fato de termos deixado para trás o triste título de Estado mais violento do Brasil, e com o melhor desempenho entre os estados, nos dá segurança de que estamos no caminho correto. O trabalho na Segurança Pública é uma soma de ações: aproximação com as comunidades, uso intensivo de informações e da inteligência policial, integração de medidas entre diferentes instâncias e instituições. A experiência mostra que assim se consegue resolver o problema de uma forma mais virtuosa, ao invés da fórmula fácil que simplesmente vai tratando o varejo da criminalidade. Com todas as dificuldades de estrutura e orçamento que enfrentamos, conseguimos superar, na redução da criminalidade, estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará e outros. Não é pouco. Mas também não é suficiente. Só com programas consistentes de prevenção e dissuasão se pode superar o poder do crime. Os números mostram que isso, felizmente, está acontecendo em Alagoas. Mas não se pode descansar sobre essa vitória porque ela sempre será parcial. É muito oportuno que os números do Anuário de Segurança Pública tenham sido divulgados no mesmo dia em que os três Poderes da República se reúnem, em Brasília, para colocar na agenda federal a questão da segurança pública. Bom sinal. Os estados, sobretudo os mais pobres como Alagoas, precisam de investimento na pacificação. Mas não basta investir boa-vontade e ideias. É preciso dispor de recursos em pessoal, tecnologia, equipamentos e políticas públicas para investir nas regiões críticas e desalojar delas a criminalidade. A União tem a responsabilidade de compartilhar recursos e ações com os estados na área de segurança pública. Estamos tratando de vidas humanas. Não podemos ver apenas os números frios dos índices de homicídios, porque estaremos banalizando a morte. A Segurança Pública deve ter um olhar humano sobre a realidade de Alagoas. Cada vítima que entra na estatística é dor e saudade em um lar, na família e nos amigos. Por isso devemos nos sentir estimulados com a redução das mortes, mas nunca satisfeitos. A vida tem que vencer; ela está vencendo e vencerá em Alagoas. Vamos continuar sem esmorecer, combatendo a violência e construindo a paz.