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Confian�a e esperan�a

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De acordo com a previsão do Tribunal Regional Eleitoral, por volta das 19h de deste domingo, o maceioense já saberá se o prefeito Rui Palmeira terá direito a mais quatro anos, como indicam as pesquisas, ou se Cícero Almeida retornará à Prefeitura a partir de 1º de janeiro de 2017. Cabe ao eleitor decidir livremente com qual projeto mais se identifica, de acordo com seus princípios. No primeiro turno, a campanha começou morna, gerando apatia por parte do eleitor. Só despertou algum interesse a partir dos debates pela televisão. Já no segundo turno, a disputa esquentou, mas, infelizmente, o que se viu em alguns momentos foram os candidatos trocando as propostas por acusações mútuas. Tratou-se de desqualificar o adversário, imputando-lhe envolvimento com supostos esquemas de corrupção. Em alguns casos, os marqueteiros pesaram na mão. Independentemente do desfecho da eleição, entretanto, o maceioense espera que pelo menos parte das promessas que foram feitas à exaustão no guia eleitoral se transforme em realidade. Maceió tem inúmeros problemas que precisam ser atacados com políticas públicas eficientes e urgentes. A cidade tem indicadores sociais ainda muito negativos e ainda é uma terra marcada pelos contrastes. Nas chamadas áreas nobres, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) pode ser comparado ao de países que costumavam ser classificados como de primeiro mundo. Enquanto isso, milhares de famílias vivem em grotas e encostas, sem acesso a saneamento e moradia digna. A área de saúde também é problemática. A grande maioria da população depende exclusivamente da rede pública, mas enfrenta dificuldades para marcar consultas e exames e obter medicamentos. A cidade continua com uma das mais baixas coberturas do Programa Saúde da Família, deficiência que as últimas gestões municipais não conseguiram resolver. Há também problemas no transporte coletivo, na educação e na segurança pública, entre outras questões. Ao teclar o número de um candidato na urna eletrônica, o eleitor está dando um voto de confiança. Trata-se, mais de uma vez, de renovar a esperança de que dias melhores virão. Cabe ao eleitor não deixar essa esperança se transformar em frustração.

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