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Opinião

NOSSAS CRIAN�AS PRECISAM DE SOCORRO

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É impressionante o número de crianças abandonadas e desassistidas atualmente no Brasil. São crianças que vivem sem rumo, sem destino, entregues à própria sorte, aprendendo nas ruas o que de pior existe. São crianças frutos de lares desfeitos, lares miseráveis e até agressivos. Como sempre, são as crianças pobres as que mais sofrem na disputa pela vida, ficando sempre às margens da estrada, pisoteadas e esquecidas. Estamos diante de um mundo materializado e confuso e de um País cheio de problemas onde o povo começa a ficar angustiado pela perda da esperança de dias melhores. No Brasil, os políticos em sua maioria não trabalham visando o bem-estar de sua gente, os projetos sociais levam muitos anos para serem aprovados em nossas Casas Legislativas, os atos de corrupção de brasileiros que detêm partículas de poder são citados pela imprensa quase que diariamente, e assim, no meio desse rolo desorganizado, encontra-se a nossa criança. É certo que o mundo jamais viveu uma harmonia universal. Mas o que se observa hoje é a postura de uma sociedade passivamente emudecida, indiferente e tolerante diante de tantas injustiças e atos desabonadores contra o ser humano em seu início de vida. A criança marginalizada é uma consequência da distorção diante do estrago social do mundo, do atropelo entre os homens em busca de um lugar ao sol. Nossas taxas de mortalidade infantil nos colocam na faixa indesejável dos países sub-desenvolvidos. Isso há muito tempo. Sentimos que a cada ano encontramos um maior número de crianças espalhadas pelas ruas, pelas esquinas, pelas praças de todas as cidades brasileiras. Como serão essas crianças no futuro? Submetidas a toda sorte de agressões, abandonadas, punidas injustamente desde pequenas, crescem portadoras de conflitos de amor, de proteção, de compreensão e confiança. As crianças que vivem nessa situação, e que são muitas, infelizmente, têm baixa autoestima e um frágil senso de identidade, crescendo sem saber qual o seu futuro. Serão tristes, medrosas ou agressivas, emocionalmente instáveis e algumas vezes deprimidas. Mais cedo ou mais tarde, de acordo com os acontecimentos tristes que viveram na infância, ao atingir a faixa da adolescência, explodirão de acordo com as agressões sofridas. Nossos governantes esquecem que nossas crianças precisam de proteção nos planos físico, mental, moral e espiritual. Só assim seremos uma grande Nação. Nenhum País pode crescer e ter prestígio internacional se sua criança vive relegada, desnutrida e morrendo à mingua.

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