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Depois de um processo que começou em fevereiro com as eleições primárias ? em que cada partido definiu seu candidato ?, os americanos vão às urnas hoje para eleger o sucessor de Barack Obama na Casa Branca. O voto não é obrigatório no país. A previsão é de que o novo presidente seja anunciado na madrugada desta quarta-feira. Pesquisas de opinião indicam que a democrata Hillary Clinton tem vantagem em relação ao republicano Donald Trump, apesar de a liderança ter diminuído. Há duas semanas, tudo levava a crer que a ex-primeira-dama venceria com folga, mas nos últimos dias a diferença tem ficado em no máximo cinco pontos percentuais. É bom lembrar que o candidato eleito não necessariamente será aquele que conseguir o maior número de votos populares em todo o país. Isso porque a eleição não é direta, mas funciona através de um processo complexo, que envolve os estados e é chamado de Colégio Eleitoral. O candidato que vencer em cada estado será representado no Colégio Eleitoral por uma chapa de delegados, que representam cada um dos 50 estados. Apesar de terem perfis diferentes, Hillary e Trump têm pelo menos uma coisa em comum: enfrentam alto índice de rejeição. O bilionário tem dificuldade de conquistar o eleitorado que ofendeu: hispânicos, afro-americanos, asiáticos, mulheres, muçulmanos, imigrantes e pessoas com deficiência. Além disso, muitos republicanos moderados têm medo de Trump, por não considerá-lo qualificado para o cargo. Já sobre Hillary pesam suas derrapadas na política externa dos Estados Unidos, durante o período em que ocupação a Secretaria de Estado. O discurso populista de direita de Donald Trump encontrou eco entre os americanos brancos; Hillary, por sua vez, falou em especial para as minorias, que são cada vez mais numerosas nos Estados Unidos. Se a candidata democrata vencer, esse será o principal fator. O fato é que são dois candidatos fracos à Casa Branca. No caso de Trump, seu governo seria uma incógnita, tanto que até os mercados se sentem mais tranquilos com uma possível vitória de Hillary. Ao vencedor, o desafio é unificar o país após o pleito mais polarizado dos últimos tempos ? e um dos mais imprevisíveis. O mundo estará acompanhando atentamente.

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