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Em defesa do idoso

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Com o lema ?Vida, dignidade e esperança?, a Igreja, através da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acaba de lançar mais uma Campanha da Fraternidade, dedicada este ano ao idoso. E entre as questões que mais dizem respeito às pessoas da terceira idade no País esta a da aposentadoria. Como bem lembrou, quando do lançamento dessa nova campanha anual, o secretário-geral da CNBB, D. Raymundo Damasceno Assis, ?nesta faixa etária, normalmente, crescem as despesas médicas e a aposentadoria é insuficiente para cobrir as necessidades fundamentais?. As distorções em relação a esse benefício, que atingem a maioria dos idosos que dependem exclusivamente da Previdência Social, são apenas alguns dos muitos problemas carentes de solução há muitos anos. Torcemos para que, com mais esta iniciativa da Igreja, as desigualdades sociais no Brasil sejam devidamente eliminadas, inclusive com a reforma previdenciária. E que logo o segmento da população brasileira, alvo da Campanha da Fraternidade 2003, passe a ter o seu estatuto, cuja proposta, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), tramita há bastante tempo na Câmara dos Deputados. De acordo com o seu autor, o Estatuto do Idoso terá a mesma importância na proteção dessa parcela da sociedade brasileira que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) teve na consolidação dos direitos desses menores. A referida matéria prevê a execução da política de atendimento às pessoas da terceira idade, de maneira integrada por um conjunto de ações governamentais e não-governamentais, da União, estados, Distrito Federal e municípios. As ações a serem desenvolvidas nesse sentido deverão abranger as áreas da saúde, cultura, lazer. Além de assegurar os direitos à alimentação, e tudo relacionado à cidadania, e que é indispensável à uma vida com dignidade. Sem esquecer os desafios representados pelas diversas formas de violência física. Dados citados pelo próprio Paim, com base nas estatísticas das entidades que atendem aos idosos, mostram que, somente no ano passado, 15 mil brasileiros com mais de 60 anos foram vítimas de torturas, espancamentos, abusos sexuais e até indução ao suicídio. E, ainda segundo ele, esse número é apenas uma fração da realidade, porque o idoso muitas vezes guarda segredo das agressões, com medo de ser mandado para um asilo.

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