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PERGUNTAS, RESPOSTAS, SOLID�ES...

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Tempos atrás assisti a dois filmes: um, antigo: ?Contato?, do diretor Robert Zemeckis, inspirado num romance do famoso astrofísico norte-americano, Carl Sagan: uma persistente cientista ateia, interpretada por Jodie Foster, descobre vida inteligente fora da Terra. Ao final, ela afirma mais ou menos o seguinte: ?Eu tive uma experiência incrível! Interagindo com esses seres extraterrestres, descobri o quanto somos pequenos e o quanto somos preciosos; experimentei um algo fascinante: não estamos sozinhos! E isto deu um novo sentido à minha vida.? Fiquei pensando: Não estamos sozinhos somente porque haveria seres em outros mundos? Vi outro filme, mais modesto, sobre Santo Antônio. Pensando na sua própria vida, o santo saiu-se com estas palavras: ?Está escrito que o Senhor é a lâmpada. Está escrito que cada um de nós sonha com Ele durante a noite e vai a Sua procura logo ao amanhecer. Isto faz quem consagra a sua vida a Cristo: abandona a mulher amada, aparta-se dos amigos, decepciona o pai, deixa só a mãe, esquece as vaidades do mundo, as riquezas, as viagens, a própria pátria... E, no entanto, não está só! Não está mais sozinho! Onde quer que vá, leva a mulher amada, o amigo, a mãe, o pai, a pátria... Porque em Cristo está a casa, em Cristo, o repouso, a felicidade, a paz... Porque as perguntas são infinitas, mas a resposta é uma só: Jesus Cristo nosso Senhor!? Duas perspectivas bem diferentes. A cientista do filme ?Contato? fez uma experiência, comunicando-se com seres extraterrestres. Agora ela vê a vida por outro prisma e rejubila-se porque já não se sente mais sozinha, percebe quão pequenos e quão preciosos somos... Mas, descobrir que há seres inteligentes em outros planetas curaria de verdade nossa sensação de solidão, aquele sentimento de irrepetibilidade, de impenetrabilidade, de absoluta originalidade, que nos faz muitas vezes que nos sintamos tão diferentes de tudo e de todos? Quantas vezes essa solidão, esse ?eu-só-comigo-mesmo-tão diferente-de-todos? nos maltrata! Não! Coração humano, coração meu, que não te satisfazes com nada menos que o Infinito! Coração tão meu, vida tão minha, que nada simplesmente de fora pode verdadeiramente dizer de modo pleno: ?Estou contigo; compreendo-te e acolho-te totalmente!? Agora, voltemos ao filme sobre Santo de Pádua. Na película, Antônio rompera com sua vida passada, com aqueles aos quais amava e foi-se embora. Perdeu tudo... E, no entanto, sem nada, pobre por amor de Cristo, ele se descobre rico, pleno, livre! Sabe-se amado infinitamente, infinitamente acolhido, compreendido; sabe que sua vida está nas benditas mãos do seu Senhor e tem consciência de que seu caminho neste mundo é como um rio teimoso e perseverante que, cedo ou tarde, desaguará no mar do coração de Deus. Antônio não se sente sozinho, realmente não está sozinho, ainda que tenha deixado tudo! Não está só nem mesmo nos momentos de maior solidão! Quantos, séculos afora, fizeram e fazem esta mesma experiência! A verdadeira cura para a radical solidão do homem está somente na abertura do Infinito que vem a nós, do Eterno, que se faz presente na nossa vida e invade o nosso coração! Inútil procurar a vida, o sentido, a paz perene naquilo que está fora! Só em Deus a nossa alma tem repouso. Somos obra de Suas mãos benditas, feitos para Ele, e somente Nele nossa alma tem repouso! É como disse o Antônio do filme: ?As perguntas do nosso coração são infinitas; mas a resposta é uma só: Jesus Cristo, nosso Senhor!? Queira Deus que também você possa fazer esta maravilhosa experiência!

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