Opinião
Em defesa da mulher
Novas manifestações e denúncias voltarão a marcar, hoje, no Brasil e em outros países, o Dia Internacional da Mulher, que é, na verdade, uma homenagem às 129 mulheres mortas em 1857, durante um incêndio numa fábrica de Nova York, provocado pelo próprio patrão. Elas eram operárias e reivindicavam uma redução da jornada de trabalho de 16 para 12 horas diárias, além de um salário justo. Além da lembrança em relação à tragédia e dos novos atos, como parte das lutas em defesa dos direitos da população feminina, não deverão faltar novas promessas de medidas em favor desse segmento da humanidade. Tomara que desta feita as devidas implementações das ações que venham ser anunciadas ocorra antes do agravamento das desigualdades sociais, dos desafios crescentes como os abusos, a violência e a discriminação nas suas diversas formas. São problemas que tendem a aumentar até nas nações mais desenvolvidas. Apesar das grandes conquistas, dos maiores e justos espaços ocupados pela mulher, nos diversos campos de atividades, ao longo do século 20. Sobretudo, a partir do direito ao voto universal. Ao mesmo tempo, a mulher passou a sofrer os efeitos do aumento das necessidades. Principalmente nas comunidades tradicionalmente menos aquinhoadas, com a mãe sendo transformada na figura central da sobrevivência familiar. Este Dia Internacional da Mulher deve contribuir para novos avanços em prol do sexo feminino e de toda a civilização. Para a melhoria da conscientização. Bem como dos programas sociais. De providências capazes de evitar que países como o nosso continuem pagando o alto preço com o crescimento das injustiças e dos chamados bolsões de miséria. Os recursos que não faltam para guerras e para alimentar a corrupção, que sejam realmente usados contra os altos índices de mortalidade materna. Para evitar que crianças, jovens e adultas, sejam exploradas sexualmente. Que continuem entre as vítimas fatais da fome e de doenças como a Aids. Na lista dos sem trabalho, sem acesso à escola e alvo de tantas outras mazelas.