Opinião
A SAGA DOS MAIS FRACOS
Neste País dos equívocos, quando o caos se instala, surgem os ?Salvadores da Pátria? com soluções miraculosas, contanto que os seus interesses pessoais ou de grupos que mandam no momento sejam preservados. O novo governo, que já vem se metendo em camisa de onze (11) Varas, com ministros falastrões e defensor de patrimônio particular (já afastado), pretende implantar medidas de profundos prejuízos à sociedade, com realce para as classes menos favorecidas. Busca-se aumentar a idade-limite para aposentadoria, nivelando os sexos (65 anos); congelamento de reajustes para o funcionalismo por 2 anos, na área do Executivo e demais Poderes; não efetivar contratações; reduzir cargos e gratificações; não realização de concursos públicos e mais outras proibições. A esse monstrengo, que nem o denominado ?Regime de Chumbo? adotou, deu-se o pomposo nome de ?pacto com a União?. A contrapartida é a distribuição com os estados de recursos advindos da Repatriação, cuja liberação ficará condicionada ao cumprimento dessa leonina decisão, de alto para baixo, como sempre acontece. O ?Carrasco? do dia é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que já serviu a outro governo e mostra-se inflexível, aproveitando a situação de miséria que se espalha pelo Brasil da Copa do Mundo e das Olimpíadas, portanto, rico, poderoso e independente! Que o diga o Rio de Janeiro, sede desses importantes eventos, tão desnecessários para quem mendiga quanto enxugar gelo na Antártida. Cadê os louros da vitória? Tragam o circo e o pão, porque os desacertos de desgovernos pesam sempre sobre as cabeças dos infortunados. Será que os empresários e industriais que foram beneficiados com generosas isenções (quem sabe com algum retorno para financiamento de campanhas eleitorais) estão passando fome? Curiosamente não vejo constar nesse famigerado pacto, por exemplo, mais redução de ministérios e órgãos inúteis e/ou de pouca serventia, inclusive agências reguladoras,que nada regulam e são cabides de emprego (os que saíram foram em pequeno número); extinção dos denominados ?cartões corporativos? , que têm sido utilizados até para comprar tapioca e sorvetes, só para exemplificar; uso indiscriminado de aviões da FAB; redução de Embaixadas cujos países não possuem importante significado para nossas relações comerciais, industriais, inclusive os que desrespeitam os direitos humanos, comandados por déspotas; reforma política reduzindo o número de parlamentares, cujos gastos são fabulosos, incluindo apartamentos, carros de alto valor, passagens semanais de ida e volta para Brasília, gratificações, publicações, telefones, gabinetes recheados de funcionários regiamente pagos, viagens ao exterior (muitas a passeios com simulações), fundo partidário generoso, trabalho apenas de 3 dias por semana e tantos outros penduricalhos que, somados, representam intensos gastos. Presidente Temer e ministro Meirelles, façam isso que assinalo e recebam, depois, o apoio da população desprotegida, escrevendo seus nomes nos anais da história.