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O Di�cono

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DOM JOSÉ CARLOS MELO, CM* Às vezes, ouvimos a palavra diácono e nos questionamos: o que significa? É uma palavra de origem grega que quer dizer servo ou servidor. Indica os três ministérios em que se acha articulado o sacramento da ordem, a saber: Episcopado, Presbiterato e Diaconato. Neste sentido, com muita propriedade, poderíamos, de acordo com o documento do Magistério da Igreja, defini-lo com estas palavras: ?Animador do serviço, ou seja, da diaconia da Igreja, nas comunidades cristãs locais, sinal e sacramento do próprio Cristo Senhor, que não veio para ser servido, mas para servir? (Motu Proprio: Ad Pascendum). É preciso, de início, relembrar que Jesus, antes de deixar este mundo, realizou o gesto sacramental e profético do Lava-pés, para convidar os seus discípulos a seguir o seu exemplo de serviço, dizendo-lhes: ?Vós me chamais de Mestre e de Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros?(Jo 13,13-14). Inspirada neste princípio teológico, a Igreja antiga considerava a diaconia como aspecto fundamental de sua natureza profunda e, portanto, da vocação de toda comunidade e de todo fiel. Como nos lembra o tema do Ano Vocacional, o diaconato é uma vocação específica que tem sua fonte na vocação batismal. Segundo os Atos dos Apóstolos, pela imposição das mãos e pela graça do Espírito Santo, sua função compreende três aspectos: o serviço da mesa (At 6,2); a pregação (At 7, 2-53); e a administração do batismo (At 8,38). Sua função específica é de assistir ao sacerdote ou ao bispo pregando, batizando, realizando matrimônios e distribuindo a comunhão. Hoje, na Igreja, a diaconia tem duas categorias: os permanentes, homens íntegros que são chamados a realizar, dentro de sua realidade familiar, as diversas funções de seu ministério diaconal, e os transitórios, que são os candidatos em processo de formação para a Ordenação Sacerdotal. Ambos precisam ser configurados ao Cristo Servo e viver dessa espiritualidade do serviço proclamado por Jesus. Neste sentido, ficam afastadas todas as motivações meramente humanas em vista à Ordenação Diaconal e Presbiteral. O sacerdócio e, portanto, o diaconato são Dons do Espírito a serviço da Igreja. Inspiram-se na caridade que se faz serviço, como nos lembra Santa Paula Francinetti: ?Sabe viver aquele que é capaz de amar e servir?. Em nossa Arquidiocese de Maceió, dentro de poucos meses, teremos a alegria de contar com sete novos diáconos transitórios ou em preparação para a Ordenação Sacerdotal. Contamos, também, com 25 diáconos permanentes que realizam seu ministério nas diversas paróquias e comunidades com zelo pastoral. A Celebração do Ano Vocacional é uma excelente oportunidade e uma forte motivação para revitalizar a vida e a missão dos diáconos em nossa Arquidiocese. Por isso, faço um veemente convite a todos eles para uma renovação da graça de sua Ordenação Diaconal. Precisamos dar um incremento novo à Escola Diaconal para uma adequada formação inicial e permanente. Por outro lado, torna-se necessário um trabalho vocacional específico que nos possibilite novos candidatos para o diaconato, de acordo com os critérios e as exigências da Igreja: maturidade humana, vivência cristã comprovada, testemunho autêntico, compromisso pastoral e disposição para o serviço. (*) É ARCEBISPO METROPOLITANO DE MACEIÓ

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