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Opinião

RISCO DO FEITI�O VIRAR CONTRA

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A publicidade é um negócio igual a tantos outros que gera empregos, paga impostos, prospecta clientes e visa ao lucro como qualquer empresa. Não vive de encantamento nem vende fantasias, mas produto, qualidade, serviço. Nos tempos mais bicudos, quando a pauta é dificuldades econômicas, algumas pessoas me perguntam se a crise é boa para o mercado publicitário. Não, a crise não tem lado bom nem beneficia um setor especificamente. Apenas exige mais esforço criativo e estratégico para encontrar soluções de abordagem ao consumidor. Já nos seus últimos dias, 2016 talvez tenha sido o ano mais tormentoso, principalmente para quem se recolheu e não teve ousadia de apostar numa saída planejada para enfrentar a crise. As agências de publicidade, naturalmente, colocaram o pé no freio dividindo com os seus clientes investimentos mais enxutos aplicados com inteligência. Se esconder do público-alvo é arriscar cair no ostracismo. Toda economia é louvável, principalmente em situações assim, instáveis, com inflação alta, juros acachapantes e desemprego. Só não pode é tomar medidas precipitadas, radicais, sem critério técnico no corte da propaganda. Aí o risco de o feitiço virar contra o feiticeiro é enorme, pressionado pela concorrência agressiva de hoje com as muitas alternativas de mídia. Nunca é demais lembrar, numa análise mais pragmática, a regrinha: R$ 1 investido em publicidade deve provocar, no mínimo, um acréscimo de R$ 2 no resultado operacional do exercício. O varejo alagoano tem dado uma demonstração de maturidade nesse quesito. Mesmo não obtendo números extraordinários, manteve-se dentro de uma média aceitável. A gestão pública, por sua vez, contribuiu para proporcionar a alguns setores do comércio e serviços certo controle na turbulência do desemprego e da economia. Estado e município resistiram com firmeza às intempéries, e como maiores empregadores de Alagoas conseguem manter em dia os salários dos servidores públicos, inclusive o 13º, até pago por antecipação. É dever, sim. No entanto, diante das circunstâncias, merecem nosso reconhecimento pela prudência e esforço empreendidos pela Fazenda Estadual! Mérito que outros grandes centros econômicas do país não tiveram, incluindo Rio G. do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Aliás, vinte estados brasileiros estão em dificuldades de honrarem o pagamento dos salários dos seus colaboradores. O mercado local teve reações e momentos pontuais de aquecimento de vendas. A Black Friday, por exemplo, antes tímida, vai ganhando relevância nacionalmente, e, comparando com o ano passado, obteve um crescimento de 11% no comércio físico e 17% no eletrônico, segundo economistas da Serasa Experian. Na carteira de clientes da nossa agência estão destacadas lojas do varejo local, as que se mantêm regularmente na mídia em segmentos distintos como shopping, tintas, utilidades, veículos, móveis e materiais elétricos. Todos aderiam à Black Friday e tiveram um final feliz com a resposta do consumidor. Sinal otimista para lojistas e vendedores neste Natal.

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