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Opinião

COMPROMISSO COM A SEGURAN�A ALIMENTAR

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O Brasil tem ainda 3,6 milhões de pessoas subalimentadas. Acabar com a fome é um dos grandes desafios que temos que enfrentar e que está incorporado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número dois da Organização das Nações Unidas (ONU). Junto dele, estão ainda outras metas a serem atingidas, como a segurança alimentar e melhoria da nutrição, além da promoção da agricultura sustentável. Por meio do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, principal instrumento de planejamento, gestão e execução das ações de segurança alimentar e nutricional para os próximos quatro anos, serão investidos pelo governo federal cerca de R$ 30 bilhões, anualmente, em programas para combater a insegurança alimentar da população. Uma das prioridades é oferecer a nutrição apropriada a 15 milhões de famílias dentro do Bolsa Família. O plano também alcançará 40 milhões de estudantes que contam com merenda escolar, assim como a cadeia de fornecedores da agricultura familiar, que passará a contar de forma mais articulada com políticas de inclusão produtiva rural, especialmente entre os pequenos agricultores. Também serão contemplados os programas de crédito subsidiado, acesso à água e à assistência técnica para 1,5 milhão de famílias que ainda estão em situação de vulnerabilidade. Com esse conjunto de políticas de inclusão rural produtiva, o governo federal espera reduzir em 25% os índices de vulnerabilidade dessas famílias. Ainda temos outras dimensões da má nutrição a enfrentar: atualmente, 52% dos brasileiros apresentam sobrepeso e 18% são obesos. Além disso, 63% não comem frutas e verduras com regularidade. Mais de 70% das mortes originadas por doenças têm como origem os maus hábitos nutricionais. São desafios importantes, que requerem ações imediatas ? tanto para a promoção da alimentação adequada como para a luta contra a obesidade. Nesse contexto, o governo assumiu o compromisso com a regulamentação da oferta de alimentos processados em escolas e a propaganda desses produtos, especialmente aqueles destinados às crianças, e publicou recentemente o Guia Alimentar para a População Brasileira, com orientações sobre alimentação saudável. Nosso País tem trabalhado para adaptar sua agricultura à mudança do clima e mitigar seus efeitos adversos. O Brasil tem fortalecido seu Programa de Agricultura de Baixo Carbono como a principal estratégia para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável. O programa já cobriu 6,8 milhões de hectares e beneficiou quase 30 mil agricultores, com crédito reembolsável para o investimento em técnicas favoráveis ao clima. Até 2030, o programa deverá restaurar mais 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e revigorar 5 milhões de hectares de sistemas integrados lavoura-pecuária- florestas. Precisamos não apenas gerar mais alimentos para uma população mundial que cresce, mas produzi-los de forma sustentável. E o Brasil está comprometido com esse objetivo. Com governança, transparência e participação ativa da sociedade, reforçamos nossa luta contra a insegurança alimentar e nutricional e preparamos o País para enfrentar novos desafios. Queremos garantir um futuro em que cada brasileiro tenha uma alimentação adequada e saudável.

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