Opinião
ESPERAN�A, A FACE DA FELICIDADE
Vivemos dias difíceis. Um país cheio de incertezas, com a economia lutando para se recuperar, pouca credibilidade em muitos que nos representam, temor da violência, medo do desemprego, ?solidão acompanhada? em tantas relações humanas ... Enfim, não está fácil acreditar em dias melhores. Em quem podemos confiar? Onde podemos depositar nossas esperanças? Podemos ser felizes? Esta questão ecoa na nossa mente. Me permitam os leitores deste artigo que reflete exclusivamente não a forma somente de pensar de seu autor, mas sobretudo a forma de sentir, dizer que devemos ter sempre esperança. Dizia meu pai que a esperança não é a última que morre, mas aquela que nasce quando tudo mais parece perdido. Esta época do ano é propicia a esta análise. O Natal reflete a nossa esperança, e a verdadeira esperança não se encontra firmada no dinheiro, no prestígio, na saúde ou na inteligência que achamos possuir, mas sim em Jesus de Nazaré. Natal é nascimento, é o nascimento de Deus que se limitou à condição humana, para vivendo como homem, mostrar-nos que é possível através de uma revolução interior mudarmos o exterior para melhor. E com isso sermos verdadeiramente felizes e fazermos os outros felizes. Acreditar em Jesus é necessariamente sinônimo de ter esperança. Não uma esperança passiva, de quem aguarda cair do céu a solução dos seus problemas, mas a esperança ativa de quem se alimenta da força deste Jesus nascido na pobreza, maltratado na cruz, mas ao fim ressuscitado, para enfrentar os problemas que se lhe aparecem, quer seja na esfera pessoal quer seja na dimensão social. Como Senhor de nossas vidas, Cristo alimentará a nossa fé e ela nos abrirá os mares, quebrará nossas correntes e derrubará as muralhas que nos separam de nossa felicidade. Alimentados pois desta fé deveremos fazer o mesmo, sermos protagonistas de libertação dos menos favorecidos pela vida, dos desafortunados de qualquer espécie, ajudando-lhes efetivamente a quebrar as cadeias que os separam de suas felicidades. Ser instrumento de felicidade, da nossa e das dos outros: esta é nossa missão sobre a terra. Assim, pouco a pouco, acreditando nisso, neste sentimento, no que é invisível aos nossos olhos mas perceptível pela nossa alma, caminharemos nesta estrada em direção ao final, e como dizia São João da Cruz, o poeta da Igreja Católica Romana, ?não colherei as flores nem temerei as feras?, seremos felizes e proporcionaremos felicidade. A face da felicidade pois é a constante esperança. Neste momento pois de final de ano, e sobretudo, de comemoração ao nascimento Dele entre nós, seres finitos e limitados, reflitamos sobre as duas perguntas que, segundo os antigos egípcios, nos serão feitas ao final de nossa jornada aqui nesta dimensão: ?Você foi feliz? Você fez os outros felizes?? Feliz Natal, e uma ano novo repleto da Graça do Cristo Ressuscitado para você e sua família.