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Opinião

ESPERAN�A EM 2017

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Por muito tempo, a imagem da virada do ano foi sempre associada a um velhinho de barba, o ano velho, passando uma espécie de bastão para uma criança em fraldas, o ano novo. Algo singelo. Mas não é o que ocorre agora: a poucos dias do final do ano, 2016 mantém-se ativo, gerando fatos e nos surpreendendo pela capacidade inventiva de catástrofes e pesadelos. Um ano sem precedentes, principalmente no campo político, onde presenciamos mais um impeachment, vimos a democracia ser abalada por ritos processuais eivados por absurdos ? da simples denúncia à carceragem, sem amplo direito de defesa ? e constatamos que o Brasil tinha uma direita adormecida, que foi às ruas em busca de justiçamento. Se voltarmos aos primeiros dias do ano seria difícil imaginar que tantas coisas impactantes ocorreriam nesse período de tempo. No Congresso Nacional nos preparamos para um ano difícil, principalmente pela crise econômica, contudo, a agenda política engendrou algo dantesco com o afastamento da presidente Dilma Roussef e a posterior transferência de poder para um grupo com princípios contrários, afinado com o status quo. Voltamos, então, deputados e senadores, todo nosso esforço para impedir a paralisia do Parlamento, mantendo o Legislativo ativo para ajudar na condução do processo. No caso de Alagoas, a bancada federal, da qual sou coordenador, não se dispersou, manteve-se unida em prol do Estado, propondo e obtendo emendas para diversas áreas, notadamente, saúde. Pusemos as diferenças políticas de lado e nos concentramos no que era prioritário, isso em pleno ano eleitoral, quando quatro deputados foram candidatos a prefeito. Do ponto de vista pessoal, atendendo a pedidos de entidades de classe, pelo fato de ser engenheiro e ter sido vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro, foi com muita honra que assumi a presidência da Frente Parlamentar Mista de Engenharia, Infraestrutura e Desenvolvimento, que surge com o propósito de ajudar o País neste momento, propondo alternativas que levem à retomada do ciclo de desenvolvimento. E é com essa premissa que devemos encerrar o ciclo de negatividade estabelecido por 2016 e mirar um horizonte de esperança trazido por 2017. Para aqueles que ao longo do ano lutaram pelo fim das instituições democráticas, com clamores pela volta da ditadura militar, é importante frisar que resistimos, que longe de nos sentirmos acuados, enfrentamos o desafio porque acreditamos no que é justo e certo, na igualdade, na fraternidade e na compaixão. Feliz ano novo!

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