Opinião
Trump: � pra combater ou � melhor esperar?
Desde a campanha, o agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, despertou sentimentos variados. A cada declaração dele, ainda como candidato do Partido Republicano, as reações nos EUA e no mundo variaram da paixão ao choque. Sua vitória gerou ainda mais impacto. Ao se eleger, o empresário conseguiu reacender a chama do medo em todas as nações, até em seu próprio país. Os americanos assistiram a uma campanha agressiva, como em nenhum outro momento de sua história, marcada por ofensas e ataques pessoais. Com a eleição dele, em novembro último, contrariando pesquisas e previsões, os Estados Unidos se dividiu entre prós e contra o presidente. Desde a campanha e chegando à posse, no último dia 20, o bilionário choca o mundo, com suas ações e declarações, aumentando as preocupações com a economia e a democracia. Ontem, o noticiário manteve no topo a decisão de Trump de assinar uma ordem para retirar os Estados Unidos do Tratado de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês). Segundo especialistas, esse acordo, negociado pelo governo do ex-presidente Barack Obama, seria uma forma de barrar a crescente influência econômica e política da China. Para Trump, contudo, o tratado é um acordo ?terrível?, que viola, segundo ele, os interesses dos trabalhadores norte-americanos. Há preocupação com os prejuízos que essa e outras decisões do presidente americanos podem trazer para a economia brasileira. Nossas exportações podem ser afetadas, a começar pela soja e carne que vão para os Estados Unidos. Mas há, no Brasil, quem aposte que, mesmo dependendo do comércio global, as exportações e importações devem esboçar recuperação. Para estes, o ideal agora em relação a Trump é esperar. Mas os que se chocam lembram que a trajetória do novo presidente americano, seja nos negócios ou na política, sempre foi marcada pelo confronto. Basta lembrar que, um dia depois de sua posse, a capital (Washington) e diversas cidades americanas foram tomadas por milhares de manifestantes na Marcha das Mulheres, que mobilizou celebridades como a cantora Madonna. Um grande protesto contra Donaldo Trump. Com prudência ou protestos, não se pode negar que o presidente do país mais poderoso do planeta fascina e horroriza com a mesma intensidade.