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N�meros do atraso

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Alagoas precisa urgentemente da união de esforços das suas lideranças na política e demais setores para alcançar o verdadeiro desenvolvimento. E não continuar sendo destacado pelo fato de manter alguns dos piores indicadores sociais. Como os que publicamos anteontem. Eles são referentes a 2001 e constam do mais recente relatório do Fundo da Organização das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em relação ao Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI). E mostram o nosso Estado com o pior desempenho em todo o País. Maceió também aparece nos resultados do mesmo estudo na última colocação entre as capitais nordestinas, com um IDI de 0,426, perdendo, inclusive, para a cidade de Barra de Santo Antônio (IDI de 0,470). Conforme esclarecemos, na matéria que trouxe estes dados, o IDI, de forma geral, indica o nível de investimentos em políticas públicas de educação e saúde destinadas às crianças de 0 a 6 anos. Justamente as áreas que mais deveriam ser contempladas com ações efetivas. São necessárias medidas mais ousadas e uma maior conscientização quanto à aplicação dos recursos, se quisermos, dentro de mais alguns anos, o nosso Estado sendo destacado em relatórios como esse com números que nos tornem orgulhosos. Para isso, precisamos fazer com que cerca de 70 mil menores em Maceió não permaneçam sem assistência pedagógica, sem outros direitos. Que logo seja evitado o agravamento dessa realidade que a presidenta do Conselho Municipal de Educação, Ivanilda Verçosa, em declarações à GAZETA DE ALAGOAS, chamou de inaceitável. Temos que deixar como coisas do passado estas tão evidentes provas de atraso social. Marcas das desigualdades crescentes por causa falta de prioridades, de maiores atenções e respeito aos cidadãos. Continuamos praticamente com os desafios sociais de várias décadas. Que eram notados mesmo no tempo em que os investimentos foram mais altos, como observa o economista Fernando José de Lira em sua obra Crise, Privilégio e Pobreza. E eles continuarão enquanto durar a má distribuição das riquezas e não houver mais dirigentes públicos dispostos a combater as causas da miséria.

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