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O desafio que o Aedes aegypti imp�s ao Pa�s

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Com a autoridade de quem preside a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), principal instituição não universitária de formação e qualificação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a área de ciência e tecnologia no Brasil, a professora Nísia Trindade afirmou textualmente, ontem, ser praticamente impossível erradicar o mosquito Aedes aegypti. Já popular no País, o Aedes é responsável pela assustadora transmissão da dengue, zika, chikungunya e também da febre amarela. A declaração é grave por si só, mas também por vir da gestora de uma instituição que produz conhecimentos para o controle dessas e outras doenças, como Aids, malária, Chagas, tuberculose, hanseníase, sarampo, rubéola, esquistossomose, meningites e hepatites. Se uma autoridade da área de saúde pública considera impossível erradicar um vetor com a carga de doenças que esse mosquito transmite, a sociedade precisa ser alertada. A atenção é ainda mais necessária, considerando que a infestação continua em níveis epidêmicos, e pessoas continuam a morrer infectadas pelas variantes do vírus transmitido. Segundo Nísia Trindade, que é pesquisadora da Fiocruz desde 1987, o combate ao mosquito ?talvez seja o maior desafio da saúde pública no Brasil?. Ela ressaltou que uma série de ações deveriam ser realizadas para que o combate seja de fato eficiente, pondo fim ao vetor das doenças que já mataram milhares de brasileiros, além de ter produzido uma geração de microcéfalos. As autoridade foram desafiadas. Não é possível que o Aedes siga exitoso em suas mutações, transformado numa ameaça permanente. Os dados oficiais divulgados no início de janeiro pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), mostram que, em 2016, foram registrados em Alagoas 21.940 casos de dengue, 18.132 de chikungunya e mais de 8 mil casos de zika. Especialistas da área de doenças infecciosas temem que, ao final deste ano, os números sejam ainda maiores, inclusive as mortes. Por isso, alertam que é preciso agir, impedindo a reprodução do mosquito. O combate ao Aedes aegypti continua mobilizando pesquisadores, que ?esquentam a cabeça? para descobrir em definitivo como evitar que o mosquito se reproduza, que continue transmitindo doenças. Até agora, o Aedes está vencendo o desafio!

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