Opinião
A PM QUE N�O PROTEGE
As cenas são chocantes e revoltantes, o sentimento é de impunidade, a criminalidade de portas abertas e livre para agir, as pessoas aterrorizadas e indefesas, alimentos sendo racionados, saques, desordens de toda ordem. Não, não estou me referindo ao apocalipse da Bíblia, mas ao apocalipse provocado pela Polícia. Sim, a polícia que se denomina Militar do Estado do Espírito Santo, porque de militar seus integrantes nada têm, senão, uma farda que insistem em desonrar. Apoiados pelas suas mulheres em perfeita caricatura de uma ópera bufa, exigem a melhoria de seus soldos em um movimento que nada mais é do que motim, crime militar de altíssima gravidade e que demonstra que estamos atravessando há muito tempo uma crise de autoridade sem precedentes neste País cujas origens remontam ao período dos governos militares cujo desastre civilizatório incutiu nas mentes de muitos que autoridade significa autoritarismo e que os direitos não são necessariamente acompanhados de deveres. Ponha no caldo governantes comprometidos, amedrontados e frouxos, preocupados mais com suas reeleições e possíveis críticas de entidades defensoras dos direitos humanos e pronto, está feito o estrago que mina nossa sociedade de tal forma que distorce conceitos simples e prepara o terreno para um futuro Trump tupiniquim, fruto da mais absoluta ignorância política, com filhotes na esquerda, direita e no centro, além é claro, dos analfabetos políticos de sempre. O Brasil presencia estupefato e boquiaberto à contaminação desta baderna, o oposto do que está escrito em nossa bandeira, pois o que menos vivenciamos hoje é ordem e progresso. Não bastasse qualquer movimento sem representatividade alguma queimar pneus e fechar avenidas ao alvedrio de governadores e prefeitos acovardados, temos agora movimentos de greve mal disfarçados em cena pantagruélica que incutem a revolta pura e simples em todos nós. A solução todos sabem, passa pela desocupação das portas dos quartéis, à força se necessário, pela prisão dos que se opõem a estas medidas e nada mais nada menos pelo processo e até expulsão dos que participam desta covardia insana, com a necessária realização emergencial de concurso público para prover as vagas abertas para uma nova geração de profissionais da segurança pública. Isso, claro, se nosso Senado não aprovar uma anistia como no caso anterior dos bombeiros militares do Rio de Janeiro... Terá chegado a hora de se pensar em extinguir as PMs e adotar um novo conceito de polícia preventiva?