Opinião
VAMOS APOIAR NOSSAS TRADI��ES CARNAVALESCAS?
Convidada por minha nora Letícia, sobrinha e muito amiga de Alfredo e Lausanne Gazzaneo, fui, pela primeira vez, compartilhar o Baile de Máscaras dos Seresteiros da Pitanguinha, que já é o XIV. Fiquei surpresa com o talento, a competência e versatilidade de seus diretores. Presidida pelo dinâmico psiquiatra dr. Emmanuel Fortes Silveira Cavalcante, a entidade conta com o apoio de vários carnavalescos. O Engenheiro Alfredo Gazzaneo Brandão, diretor musical, é homem das letras e da música. Chefe de família exemplar, liderou com maestria o evento. Talentoso compositor e cantor, Alfredo contagiou a todos com suas belas composições. A festa foi sinônimo de organização, descontração e alegria. Os foliões, bem fantasiados, deram brilho e colorido ao salão. Presenciei um carnaval alegre e cultural. O ponto alto foi a homenagem a expoentes da Cultura Alagoana, em diversos setores: Selma Teixeira Britto, na música; Eliana Cavalcanti, no ballet; Gonzaga Leão, na poesia; Ovídio Gurgel, nas artes; além dos maestros Jovelino, de Arapiraca; e os saudosos Manezinho e Passinha. Todos citados na bela composição de Alfredo Gazzaneo Brandão. Por outro lado, Alagoas teve uma grande perda: O Bloco do Pinto da Madrugada, cuja ausência deixou os seguidores ?desamparados?. Foliões, vindo de distantes plagas, juntavam-se aos maceioenses e lotavam nossa bela orla, da Pajuçara à Ponta Verde, liderados pelo Pinto. Há anos, fomos assistir Cícero e eu o Desfile das Grandes Escolas no Rio, em companhia dos queridos primos Rita e Renato. Ainda em Maceió, semanas antes, tentei convencer Cícero a desfilar. Não obtive êxito. Ao chegar ao Rio, desafiei-o: ?Amor, se eu conseguir quatro fantasias, você se animará?? Ele rindo respondeu: ?Hoje? Impossível!? Eu insisti: ?Mas se eu conseguir?? Ele, descrente do êxito da proposta, respondeu: ?Sim, eu irei?. Saí com minha prima Rita para um enorme galpão, onde se fazia a entrega das fantasias. Convenci o coordenador a repassá-las, caso os proprietários não chegassem até o término da distribuição. Esperei e saí vitoriosa com nossas quatro fantasias. Chegando ao Sambódromo, um dos diretores da Escola Beija-Flor quis indicar um coordenador para nossa ala. Pasmei! Cícero se prontificou e brincou, animadamente, até o final. Foi uma noite inesquecível! Não podemos deixar morrer nossas tradições carnavalescas: a população, o município e nosso Estado precisam se mobilizar e apoiar estas instituições, para que nossas heranças culturais se mantenham vivas. Vamos apoiar nossas tradições carnavalescas?