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RITA COD�, CIDAD� DO MUNDO

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Na Maceió ainda um povoado em desenvolvimento no Século XIX, no Pontal da Barra, os ascendentes da família Codá se estabeleceram naquela região lagunar e praieira, e souberam promover a educação dos descendentes e de uma menina batizada de Rita de Cassia Codá dos Santos na Igreja Matriz de Jaraguá, em 1953. Nos anos de 1960, a menina Rita Codá demonstrou aos pais futuro promissor quando iniciou os estudos de piano com a professora Maria Celeste Nunes Bastos e ingressou no 5º ano básico no Conservatório de Música de Alagoas, dirigido pela pianista Venúzia de Barros Melo. Com dedicação, Rita concluiu o curso em 1969 para orgulho dos pais, Virgínio Francisco Santos e Ditinha Codá, e da família. Enquanto aprendeu a tocar, a ler e a escrever as notas da partitura, a teoria e a técnica da harmonia, ela também se empenhou no curso escolar e pedagógico no Colégio Imaculada Conceição. Em 1970, Rita Codá mudou-se com os pais e os irmãos para a capital do Rio de Janeiro, onde concluiu o curso pedagógico no Instituto Padre Leonardo Caresscia. Seu pai, Virgínio Francisco, aposentado da Marinha, que defendera o País na Segunda Guerra Mundial, aceitara convite para utilizar o conhecimento e a perícia na condução dos navios que transitavam nas águas da Bahia de Guanabara e na costa marítima. Enquanto Virgínio Francisco desempenhava a atividade de prático, Rita ingressou em 1972 no Instituto Villa-Lobos e estudou piano até 1976 com a professora Nancy Namur. Cursou Letras Anglo-Germânicas e Clássicas na Universidade Federal do Rio de Janeiro, graduou-se e licenciou-se em Grego, e em Português e Alemão, e em Letras Clássicas e em Letras Vernáculas pela mesma instituição, tornou-se mestre em Literatura Brasileira e mestre em Língua e Literatura Grega, e doutorou-se em Literatura Comparada pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. Ingressou no célebre Colégio Pedro II (Campus Centro) para ensinar grego clássico, português e literatura, e leciona os cursos de língua e literatura gregas na Faculdade de São Bento. Dominando as línguas grega e germânica, Rita Codá residiu em Atenas e posteriormente em Viena, onde pesquisou e estudou as fontes das culturas helênica e germânica. Também, em curta temporada, esteve em Portugal, França, Espanha, Itália, Holanda, Alemanha, Turquia, Israel, Jordânia, Egito, EUA, México, Chile e Argentina. Atualmente, Rita traduz do grego o livro Pedagogo, de Clemente de Alexandria, de quem também realizou a tradução inédita em português de Exortação aos Gregos, uma das obras primas da Patrística grega, lançado pela É Realizações Editora, de São Paulo. Publicou anteriormente os livros Epitáfios Gregos: um Apelo à Eternidade; O Legado de Clemente de Alexandria à Literatura Grego-Cristã; Crônicas e Memórias da Calçada e Pontal da Barra ? Nossa Terra e Nossa Gente, impressos pela H. P. Comunicação Editora. Recentemente, com a participação dos escritores Imanoel Caldas, Carlos Alberto Moliterno, Ronaldo Carlos, Luana Teixeira, Maria de Lourdes e Cléo Soares, a professora Rita Codá conversou conosco sobre literatura grega, germânica, portuguesa e brasileira, expressou seu amor à terra natal, identificou os indícios primordiais dos passos de uma dança grega nos passos da dança do coco, entre outros assuntos alagoanos e universais. Pois Rita de Cássia Codá dos Santos, aquela menina que nasceu e se criou no Pontal da Barra, tornou-se a doutora culta e erudita para a satisfação dos conterrâneos, sendo com louvor mais que alagoana, cidadã do mundo.

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