Opinião
A Selic e uma li��o de economia para leigos
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu, ontem, a taxa básica de juros, a chamada Selic, de 13% para 12,25% ao ano. A redução de 0,75 ponto percentual confirmou o que fora previsto pela maior parte dos analistas do mercado financeiro. Porém, o cidadão comum entende pouquíssimo o que decisões como essa significam e que reflexos trazem para o seu cotidiano. Neste sentido, vale explicar que a redução da Selic dá ânimo à economia e estimula o crescimento. A redução faz com que o sistema de crédito cresça, o volume de dinheiro em circulação aumente e as pessoas consumam mais. Com juros mais baixos, há mais disponibilidade de financiamentos, o que pode resultar no crescimento das pequenas empresas, no surgimento de novos negócios. Com isso, as oportunidades de emprego aparecem. A Selic é chamada taxa básica por ser a mais baixa da economia, funcionando ?como um piso para a formação dos demais juros cobrados no mercado para financiamentos e empréstimos?, como ensina o site jurosnobrasil. O risco de que quem pegou o dinheiro emprestado não pague a dívida, é outro fator que influencia os demais juros estabelecidos pelo mercado financeiro. A lição de economia para leigos ensina ainda que é a partir da Selic que os bancos definem quanto vão pagar de juros nas aplicações de seus clientes. Não é à toa que os bancos estão entre os maiores interessados nas decisões do Conselho de Política Monetária do Banco Central. Quando aumenta ou reduz a taxa básica de juros, o Copom influencia as atividades dos bancos, lojas, financeiras, administradoras de cartões de crédito. O problema é que os efeitos negativos do aumento da Selic é repassado no dia seguinte para o consumidor. Comportamento que, mostram os analistas, é inverso quando a taxa sofre, como agora, uma redução. O efeito da queda dos juros pode levar até seis meses para chegar ao consumidor ? avalia o jurosnobrasil. A previsão dos analistas é que o Copom continuará a reduzir a Selic nos próximos meses e que a taxa chegará a 9,5% ao fim de 2017. Porém, como ressaltam o especialistas, mesmo com a redução anunciada nesta quarta-feira, 22, o Brasil ainda permanece na liderança disparada do ranking mundial de juros reais.