Opinião
A censura nos EUA e a imprensa brasileira
O governo Donald Trump voltou a criar polêmica, desta vez impondo censura a veículos de imprensa que lhe fazem críticas. Nesta sexta-feira, 24, jornalistas da rede de TV CNN, dos jornais The New York Times e Los Angeles Times foram impedidos de participar da entrevista coletiva diária realizada na Casa Branca. Os jornais americanos revelaram que só foi permitida a entrada de repórteres previamente selecionados. As reações foram, naturalmente, de indignação. O governo Donald Trump voltou a criar polêmica, desta vez impondo censura a veículos de imprensa que lhe fazem críticas. Nesta sexta-feira, 24, jornalistas da rede de TV CNN, dos jornais The New York Times e Los Angeles Times, e dos sites Buzzfeed e Politico foram impedidos de participar da entrevista coletiva diária realizada na Casa Branca pelo porta-voz de Donald Trump, Sean Spicer. O protesto foi geral e, em reação, os colegas presentes, como jornalistas da agência de notícias Associated Press e da revista Time, boicotaram a entrevista diária. Os jornais americanos revelaram que assistentes do porta-voz da Casa Branca só permitiram a entrada de repórteres previamente selecionados. As reações foram, naturalmente, de indignação. A CNN entendeu a proibição como algo ?retaliação quando você relata fatos que eles não gostam?. O presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Matt Sanders, alerta que atos como o que ocorreu na Casa Branca não correspondem ?ao espírito da Primeira Emenda?, que garante as liberdades de expressão e de imprensa nos Estados Unidos. Entidades como o Comitê de Proteção aos Jornalistas emitiu nota afirmando que ?os EUA devem promover a liberdade de imprensa e o acesso à informação?. Uma reação essencial que deve ser mantida para impedir retrocesso na liberdade de imprensa. Aqui, recentemente, um juiz de Brasília proibiu jornais de publicarem reportagens sobre o conteúdo do celular da primeira-dama Marcela Temer, que fora invadido por hacker. Entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiaram a censura, definida como um grave ataque à liberdade de imprensa. Apesar do que nos diferencia dos norte-americanos, ainda conseguimos garantir o direito constitucional de levar à população informações de interesse público.