loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 30/07/2026 | Ano | Nº 6278
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

ACOLHIMENTO

.

Ouvir
Compartilhar

Reportagem publicada na edição deste fim de semana da Gazeta de Alagoas mostra o drama de famílias oriundas da Venezuela que, por causa da grave crise econômica por que passa aquele país já há alguns anos, migraram para o Brasil e acabaram se estabelecendo em Maceió. Atualmente elas sobrevivem graças ao apoio de entidades religiosas que, providenciam abrigo e alimentação. Entretanto, seu grande objetivo é conseguir trabalho para recomeçar a vida.

Historicamente, o Brasil sempre foi um país acolhedor para os estrangeiros que tiveram de deixar sua terra seja por questões de guerra, seja por dificuldades econômicas. Desde 1985, o Brasil reconheceu cerca de 60 mil pessoas como refugiadas, a maioria delas proveniente da Venezuela – seguido por pessoas da Síria, República Democrática do Congo e Angola. Nessa população, cerca de 90% são pessoas entre 18 e 45 anos de idade. E, apenas em 2021, foram confirmados 3.086 pedidos de reconhecimento da condição de refugiados, sendo que pessoas da Venezuela e de Cuba foram as que mais obtiveram essa confirmação. Do total de casos confirmados em 2021, 50,4% deles foram feitos por crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 14 anos. Entre janeiro e junho de 2022, o Brasil concedeu refúgio a 1.720 pessoas que buscam segurança fora de seu país de origem. Há pedidos de 121 nacionalidades diferentes. A maioria (55%) é da Venezuela e tem a condição reconhecida por grave, e generalizada, violência de direitos humanos, como guerras e insegurança alimentar. A lei brasileira garante direitos básicos para as pessoas refugiadas e tem sido considerada um modelo, pois assegura o acesso das pessoas refugiadas a direitos e serviços nas mesmas condições dos nacionais, garantindo assim sua proteção. Entretanto, nem sempre é tranquila a situação de imigrantes e refugiados que buscam uma nova vida no Brasil. Dificuldades com a língua e a cultura, preconceito e xenofobia são desafios enfrentados por muitos estrangeiros. Nem todos os brasileiros compreendem que se trata de uma questão humanitária. Inclusão e integração são um processo de longo prazo e cabe ao poder público e à população contribuir para esse acolhimento.

Relacionadas