loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

QUANDO A MINORIA PENALIZA MILH�ES

Ouvir
Compartilhar

Tenho procurado e não consigo entender o porquê de muitos humanos não terem limites para certas ações. Fazer mal ao companheiro, minar o caminho de outros que na atividade profissional por esforço e meritocracia galgam sucesso. Como entender que entre pessoas que se querem bem, que se amam, possa haver maldade, agressividade ao ponto de chegar à intolerância da violência? Parece que habitamos um mundo onde os irracionais demonstram ser mais afetuosos e sensíveis a um convívio social. Sem rancores, ódio e sentimento de vingança. A cada instante fugimos dos perigos que teimosamente chegam mais perto de nós. Nas ruas, os bandidos espreitam aguardando a primeira chance para dar o bote no celular, automóvel e outros pertences de homens, mulheres e crianças, indistintamente. Estamos completamente vulneráveis. Meia dúzia de marginais nos proíbem de ir aos estádios de futebol descarregar a paixão pelo time do coração. Galeras violentas e assassinas intimidam o poder do Estado que não reage à altura para deter-lhes a fúria. Vi com horror em rede social a imagem de um torcedor barbaramente espancado por antagonistas na Praia do Sobral, até ficar literalmente prostrado ao chão. Muitos assistindo ao lado e ninguém para socorrê-lo. Só a polícia, tempos depois do fato consumado. A vítima vestia a camisa do CSA e caminhava em direção ao Rei Pelé. Os presídios do País se transformaram em ruínas do terror, depósitos de miseráveis cuja única esperança é matar para não morrer. Na periferia, o tráfico de drogas vai ceifando a vida de dezenas de meninos, adolescentes e jovens, entre 16 e 25 anos, vítimas da ausência de políticas públicas que lhes ofereçam o mínimo de perspectiva. Os infelizes moradores de rua, no silêncio das madrugadas, são exterminados a pauladas e pedradas. Ninguém sabe, ninguém viu. Afinal, o que representam eles nesse universo de egoísmo e vaidade? O goleiro Bruno, condenado a 22 anos de cadeia pela prática de crime hediondo, esquartejamento, ocultação do cadáver de sua namorada, em seis anos ganha perdão da justiça e está livre com emprego garantido. Nada contra, mas antes da reintegração é preciso cumprir a pena. A cada dia nos chocamos com notícias da prática do feminicídio, grave violação dos direitos da mulher. No âmbito doméstico, a Lei Maria da Penha, que completou dez anos, não parece ter intimidado psicopatas violentos e estupradores. A perseguição aos simpatizantes do LGBT leva a números impressionantes: estima-se uma morte violenta a cada 28 horas de um homossexual no Brasil. Como a homofobia não é crime na legislação brasileira, os casos recebem pouca atenção da polícia. No cenário político, conforme definiu bem o ministro, ainda tem espaço para muita gente nessa ?suruba?. ?Andamos tão desencantados, que ser decente parece virtude, ser honesto ganha medalha, e ser mais ou menos coerente merece aplausos? (Lya Luft).

Relacionadas