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Desigualdade regional

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Vários senadores nordestinos acabam de defender, em um debate na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a necessidade de ações concretas contra as desigualdades entre as regiões brasileiras. Na mesma ocasião, um deles, o ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati, observou que dos 68 membros do Conselho de Segurança Alimentar, apenas dois são do Nordeste e nenhum da região Norte. Esta mais recente forma de tratamento discriminatório às áreas mais empobrecidas do País tem que ser modificada. E só deveria e deve provocar reações como esta. Das lideranças que mais acompanham de perto as angústias, as carências, de expressiva parcela da nação, resultantes deste problema crônico e por demais perverso. Daí, terem sido registradas outras manifestações de descontentamento. A exemplo das declarações feitas pelo senador César Borges, da Bahia, condenando o governo passado por extinguir a Sudene e nunca ter definido uma política para o desenvolvimento regional. Além de dizer que, no atual, ainda não há uma política para combater essa desigualdade. A prosperidade da nação, o combate às exclusões na área social e seus efeitos de menores e maiores proporções, dependem das condições que ainda devem ser dadas para regiões como o Norte e Nordeste se desenvolverem. Sem os crescentes bolsões de miséria. Sem as mazelas resultantes da má distribuição da renda, como a fome, o desemprego, a falta de moradia, a violência e os vergonhosos indicadores nas áreas da saúde e educação. Há a necessidade de maiores investimentos. De decisões para a justa distribuição deles. Das riquezas que permanecem concentradas nas regiões que sempre foram as mais contempladas. É necessário que os governos estaduais e municipais das regiões menos desenvolvidas, que continuam com os dramas já preocupantes no período colonial, tenham os meios que possam facilitar a execução de programas que não sejam apenas meramente assistencialistas nem eleitoreiros. Mas suficientes para a construção de um futuro verdadeiramente promissor.

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