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Opinião

COMBATIVAS POR EXCEL�NCIA

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E lá estávamos nós, as guerreiras magistradas do Ministério Público do Estado, na área nobre do Shopping Maceió, através de uma enaltecida e concorrida exposição fotográfica, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, designadamente, por nossa força, sabedoria e convicção, na manutenção do estado de direito e da democracia, utilizando-nos da probidade, da diligencia e da discrição. Se volvermos nosso olhar para séculos passados da história da humanidade, procurando a trajetória da mulher até sua posição nos dias atuais, iremos nos deparar, sem sombra de dúvida, com uma realidade desagradável, até mesmo humilhante, a exemplo dos abusos cometidos contra mulheres em alguns países asiáticos e africanos. Desaprovando esse estado de insatisfação e desvalor, esboçou-se, a partir da Revolução Francesa, um movimento reacionário positivo e, no decorrer dos séculos XIX e XX, inúmeros movimentos surgiram em defesa da plena emancipação da mulher. Daí porque, em decorrência das lutas renhidas rumo à liberdade feminina, podemos hoje, com orgulho, comemorar o nosso dia de luta e vitórias pessoais, embora saibamos que o caminho do êxito não é coberto só de flores, mas também de espinhos. A vida sorri apenas àqueles que aceitam a luta. Como agentes ministeriais, no nosso oficio árduo, constatamos as transformações pelas quais passa o nosso Brasil, na atualidade, onde se multiplicam as relações humanas no plano interno e internacional, aumentando os conflitos intersubjetivos de interesses e os litígios deles decorrentes, a reclamarem solução rápida e eficaz. Contudo, não há lugar no foro para as iras, ódios, prevenções e vinganças. Busca-se a Justiça, que responde aos mais elevados anseios da alma humana. Nós fazemos parte dessa Justiça... Com a dignidade e o decoro exigimos equilíbrio em qualquer circunstância da lide forense, evitando-se excessos incompatíveis com a urbanidade. O Ministério Público cresceu e, tendo em vista esse novo quadro, surgiram ondas renovatórias ameaçando nosso trabalho, compulsando-nos a resistir ?ao sopro do vento constante? da deformação profissional. Nós somos competitivas... Evidencia-se que é de caráter público e de interesse público a forma de nosso trabalho, prendendo-se aos princípios de independência psicológica, social e intelectual, de modo a que não se oriente pelos princípios da presunção de culpabilidade e pela emoção dos fatos. A propósito, asseverou Lucchin, que, o Ministério Público como responsável pela promoção e vigilância da aplicação da lei, deve ?sentir todas as pulsações e vibrações? dos perigos da vida social, ?socorrendo e assistindo aos inaptos e às vítimas da prepotência alheia?. Nós somos valentes... Nós, magistradas ministeriais garantidoras da fruição de todos os status constitucionais do indivíduo, honramos o Ministério Público, um exemplo de Instituição permanente e essencial à função jurisdicional. Nós percorremos um caminho com sacrifícios e fé, daí porque somos combativas por excelência...

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