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DIA MUNDIAL DA �GUA, UMA DATA PARA REFLETIR

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A Praia da Avenida é um dos mais belos cartões postais de Maceió, um lugar lindo, onde o nascer e o pôr do sol parecem ganhar outras nuances e chamam a atenção de quem passa pelo local. Apesar de o cenário fazer parte do trajeto de tantos pedestres e motoristas é impossível dizer que esta paisagem se tornou lugar-comum seja para maceioenses ou para turistas. De alguma forma esta praia torna-se impossível de passar despercebida ? seja de maneira positiva ou negativa; e se nem sempre a beleza daquele mar se destaca, o que acaba chamando a atenção são as horrendas línguas negras espalhadas areia afora, que despejam no oceano o lixo produzido pelo homem. Se esta descrição já parecia um tanto triste, imagina então se lembrarmos o fato de que a situação já não é novidade há muito tempo. Desde a década de 90 as notícias sobre a eminente poluição no local são veiculadas na mídia e as promessas de despoluição da Praia são utilizadas em campanhas eleitorais munícipes e estaduais, mas, até então, os anos se passam sem que nenhuma solução seja apresentada à sociedade. Infelizmente, hoje não é apenas a Praia da Avenida que sofre com este mal. A poluição se expandiu por quase todas as praias da capital alagoana e, agora, cidadãos e turistas que desejem desfrutar das belezas naturais do paraíso das águas têm de se deslocar para os locais menos frequentados. Todavia, não são apenas as praias que sofrem com este mal, o riacho Salgadinho e o riacho do Sapo, por exemplo, são antigos conhecidos quando o assunto em pauta é a poluição no paraíso das águas. Toda esta retrospectiva serviu para lembrarmos que no dia 22 de março é lembrado o Dia Mundial da Água e apesar de termos obtido alguns avanços em relação à economia de nossa reserva hidráulica, o maior desafio continua sendo conscientizar os seres humanos sobre a necessidade de poupar o recurso natural para não o perder no futuro. No quesito conscientização, o Direito Ambiental se torna um grande aliado para mostrar aos possíveis algozes que a natureza agora também possui voz e vez e que, apesar de termos como certo o direito de usufruir do que a Terra nos dá, a nós também é imputado o dever de cuidar para que estes bens sejam repassados a nossas futuras gerações e o futuro do planeta e da espécie seja assegurado.

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