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Opinião

Luz amarela

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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelou ontem que as desigualdades social e de gênero no Brasil se acentuaram. O País ocupa o 79º lugar entre 188 nações no ranking de IDH, o Índice de Desenvolvimento Humano, que leva em conta indicadores de educação, renda e saúde. Enquanto a nota de 0,754 do Brasil se mantém estagnada, preservando-o em um patamar considerado alto pela ONU, o número cai para 0,561 no indicador social. Analisando somente esse fator, o País seria rebaixado para a escala de países com índice médio. O IDH varia entre 0 (valor mínimo) e 1 (valor máximo). Quanto mais próximo de 1, maior é o índice de desenvolvimento do País. Pela primeira vez desde 1990, quando o levantamento começou a ser publicado anualmente, o Brasil não elevou sua nota no ranking. A Noruega permanece na primeira colocação e encabeça a lista das nações com IDH muito alto, com 0,949, seguida por Austrália e Suíça, ambas com 0,939. Para a ONU, o resultado mostra um país ?estagnado?, acende a ?luz amarela? e indica que ainda falta muito a ser feito. Um dos dados que chamam a atenção é o retrocesso do Brasil em relação à renda. Pelo relatório, a renda do Brasil caiu entre 2014 e 2015 e atingiu o menor patamar desde 2010. Nos últimos 20 anos, o Brasil avançou de maneira consistente no IDH. Houve maior acesso à educação e à saúde e melhora na renda das famílias, principalmente no período de 2003 a 2013. Isso foi resultado da ampliação dos programas sociais, valorização do salário mínimo, aumento dos postos de trabalho e maior acesso ao crédito. Com isso, milhões de famílias ascenderam socialmente. Entretanto, a partir de 2014, o País passou a sentir os primeiros sinais de recessão, que se agravou ao longo de 2015 e 2016, em meio ao uma crise política. Agora, a economia começa a dar os primeiros sinais, ainda tímidos, de recuperação, mas ainda não suficientes para mudar o quadro. O resultado do IDH mostram que alguns assuntos continuam urgentes no Brasil, como o combate à pobreza e ao desemprego. É preciso que o País volte a crescer o mais rápido possível e o governo execute políticas públicas eficientes para que não se perca aquilo que foi duramente conquistado.

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