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Opinião

LEI UNIVERSAL DO AMOR

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Os sentimentos humanos geram afeições e criam vínculos de afetos. Muitas vezes decorrentes de aproximações, outras vezes, de forma inexplicável, suscitam o enlevo de amor, ou paixões arrebatadoras. Grandes escritores e notáveis poetas, movidos por uma doce inspiração, proclamaram interessantes idílios e fervorosos registros sentimentais. Na trajetória da existência surgem encontros significativos e descobertas de personagens que compensam as agruras do viver. Machado de Assis, em um dos seus célebres romances, alertou ? basta alguém realmente amar, para ter de novo 15 anos de idade. Um milagre da alegria. A vida colorida, alimenta uma agradável e desafiadora aventura. Marcada pelas esperanças e promessas de felicidades. O renomado escritor francês Alfred de Vigny, com larga compreensão, definiu: ?o amor é uma fonte inesgotável de reflexão, profunda como a eternidade, alta como o céu, vasta como o universo?. Teria assim dimensões ilimitadas, com emoções imensas e imprevisíveis. Uma força indomável, capaz de superar quaisquer obstáculos, movida pelas inclinações da alma e do coração. O cenário sentimental também revela desencontros e adversidades. Fases ingratas que exigem tolerância e renúncias em nome de um futuro de paz, traçado por duas almas enamoradas. O escritor Alber Camus, considerado um dos maiores escritores franceses do século XX, nascido na antiga Argélia Francesa, lembra em um dos seus famosos ?Cadernos?, o Código legal do mundo indiano, as Leis de Manu, no mandamento ? ?A boca de uma mulher, o seio de uma moça, a oração de uma criança, a fumaça do sacrifício são eternamente puros.? As situações que nos apaixonam apresentam-se despidas de maldade. Existe uma certa pureza no despertar do amor. Sua realização, no entanto, pode ensejar a marca do pecado, nesse processo ao final libertador. A amizade amorosa representa o caminho de uma construção baseada no mútuo conhecimento, na descoberta das afinidades, no companheirismo, na superação das divergências e na cumplicidade dos afetos. Tudo alcança um momento ideal ao lado da chama protetora da confiança. O principal poeta lírico de Roma antiga, Ovídio já advertia ?devemos desconfiar do amor que nasce antes de criar raízes: o fogo incipiente apaga-se com pouca água?. O triunfo da relação sentimental ou o rompimento dos seus laços terão sempre resultados intensos. O velho Ovídio ditava ainda uma regra: ?Quem põe ponto final numa paixão com ódio, ou ainda ama, ou não consegue deixar de sofrer ?.

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