Opinião
DE M�OS DADAS
Mais um mês da mulher se finda e cada vez mais estamos ganhando terreno em nossa luta incessante pela igualdade. Março já foi um mês de lutas e de protestos. Foi-se o tempo em que as mulheres ainda precisavam protestar por direitos iguais queimando sutiãs nas ruas e se masculinizando para ter algum acesso nos espaços de Poder. Ainda mais longe estão os movimentos sufragistas em que mulheres lutavam dentro de suas próprias casas pressionando seus pais e maridos por direitos de cidadãs, como o voto. Foram várias gerações de ávidas guerreiras que pagaram, por vezes com o último preço ? a vida ? por direitos iguais. Hoje temos direitos garantidos, somos cidadãs. Mas somos iguais? Evidente que não! Nós mulheres temos uma natureza diferente, somos física e emocionalmente distintas dos homens. Nosso jeito de pensar, nossa forma de encarar o mundo e nossa compleição física mostram cabalmente que somos sim diferentes. Hoje lutamos por uma igualdade fundada na diferença, aquela idealizada por Aristóteles que definiu igualdade em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades. Somos diferentes e hoje temos orgulho disso. Pois é justamente desta diferença entre homens e mulheres que se constrói um ambiente de igualdade. Sem separação, mas de mãos dadas. Precisamos do apoio dos homens para que aceitem nossas diferenças, só em parceria com eles é que podemos ser respeitadas, valorizadas e empoderadas. Como dizia Hemingway, nenhum homem é uma ilha. Digo que nenhuma mulher é uma ilha. Apenas juntos, homens e mulheres, é que podemos construir uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. Juntos, de mãos dadas. Salve o mês da mulher!