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Opinião

Por falar em viol�ncia...

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O resultado da pesquisa realizada pelo Gape na semana passada, e que divulgamos no último domingo, não podem deixar de servir como subsídios aos estudos voltados para o combate da violência em nosso Estado. Ele traz os números de uma realidade cada vez mais inquietadora em nível nacional e em outras nações. E também sugestões de vários segmentos da população em relação ao fenômeno da criminalidade coincidentes com os pontos de vista de estudiosos no assunto. Para mais da metade das pessoas que opinaram (65%), por exemplo, a polícia não vem combatendo de forma eficaz a violência no universo da pesquisa. Justamente Maceió que, em um estudo divulgado há dois anos, já aparecia entre as capitais brasileiras com maior quantidade de assassinatos. Nesta última sondagem do Gape, 41% dos entrevistados disseram que já sofreram algum tipo de violência, enquanto 53% já evitam sair de casa à noite. E se depender de 47% contra 41% dos moradores da capital dos alagoanos, não será necessária a presença dos soldados do Exército nas ruas para que eles passem a se sentir mais protegidos. Como a maior parcela da sociedade continua acreditando que com um maior empenho das autoridades locais será possível reverter a situação, esperamos que essa confiança seja mantida e plenamente correspondida em tempo hábil. Para isso, basta que sejam adotadas as condições necessárias para a eliminação das principais causas do crescimento da onda de intranqüilidade apontada pelos próprios habitantes e que não precisa ser ?expert? para se saber quais são elas. E como atacá-las, por iniciativa do poder público com o envolvimento dos vários setores da sociedade civil organizada. Os temores do alagoano com o crescimento cada vez mais assustador dos vários tipos de violência, sobretudo dos homicídios e assaltos, vêm sendo manifestado há bastante tempo. Inclusive, através da imprensa, com dados agora confirmados através do trabalho do Gape. Juntamente com as estatísticas que só têm indicado o aumento da miséria, do desemprego, do número de adolescentes, adultos e até crianças vítimas das drogas.

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