Opinião
CONTINUANDO MINHA VISITA A MADRI
Nem tudo mudou em Madri, com essa crescente tendência ecologista. As touradas sempre tiveram seu grande espaço no bel-prazer espanhol. Do segundo domingo de março e o último de outubro, a Plaza de Touros de Las Ventas, a maior do mundo, com seu estilo mourisco, continua sendo o palco de centenas de espetáculos onde o homem e o touro se enfrentam numa luta de morte. Há madrilenos apaixonados por essa diversão que tem seu lado artístico, com toureiros vestidos a caráter, movimentando suas capas vermelhas num jogo estudado para atrair e enraivecer o animal. A tourada é para o espanhol o que o futebol é para o brasileiro. Existe até uma escola de Tauromaquia em Madri. Já assisti alguns desses espetáculos nessa cidade. São realmente bonitos, vibrantes, mas tenho pena do animal. O Rei Juan Carlos reinou por 39 anos. Em 2014 ele abdicou em favor de seu filho Felipe VI, com 46 anos de idade, devido a uma série de escândalos que não o afetavam diretamente, mas para que pudesse haver uma nova etapa de esperança na qual se combinasse a experiência e um impulso de uma nova geração. Felipe VI de Bourbon, Príncipe das Astúrias, assumiu o trono que foi ocupado por seu pai, com responsabilidade de garantir a continuidade de uma monarquia parlamentar instituída pelo pai, depois de sua chegada ao trono. Seu grande desafio seria agradar um país onde a monarquia estava em baixa. Madri é menos imponente arquitetonicamente que as outras cidades que viveram sob o domínio mouro como Sevilha, Córdoba e Málaga, e que herdaram em suas construções exóticas, arcos trabalhados e abóbodas engalanadas. Mas são belas e amplas. Há bairros modernos, de arquitetura arrojada onde antes se viam descampados e campos de ciganos. Há free-ways onde antes não havia nada. As discotecas estão cheias de gente, ocupando prédios outrora habitados por nobres empoados. Há jovens tomando suas canas (cervejas), por todos os cantos. Parece incrível, mas espanhóis jovens adoram as loirinhas como os alemães e os nórdico.