loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 04/08/2026 | Ano | Nº 6281
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A VERDADEIRA ODISSEIA DOS MAGROS

Ouvir
Compartilhar

As pessoas de físicos magros, nos cenários da atualidade, são apontadas pela nossa sociedade como exemplos a seguir. Obedecem, geralmente, a rígida alimentação, movimentam-se e praticam exercícios. Sua constituição corporal e os resultados de seus esforços ganham sempre louváveis reconhecimentos. A arte literária, no entanto, por alguma razão ou exercício de bom humor, registra apreciações surpreendentes contra as pessoas consideradas magras. O festejado cronista e dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues nos deixou uma célebre advertência: ?É preciso ver os magros com uma pulga atrás da orelha?. Seriam, assim, tipos humanos perigosos, suscetíveis de paixões, de rancores e de fúrias tremendas. Ainda, nesse sentido, estabeleceu uma desfavorável comparação com as pessoas apontadas como gordas. Portadoras de um inefável humor. Dessa forma, a gordura lubrifica as reações, amacia os sentimentos, amortece os ódios e, enfim, predispõe ao amor. O imortal escritor e dramaturgo inglês William Shakespeare, na famosa peça teatral Júlio Cesar, de sua autoria, coloca nos lábios de um dos seus personagens, a expressão ?aquele Cássio é seco por demais, inculca fome, pensa muito.? E, acrescenta ? quanto ao magro Cássio, pessoas assim nunca se sentem bem ao lado de alguém maior do que eles, sendo por isso muito perigosas. Apesar de tudo isso, os magros continuam superando a sua condição pessoal. Eleitos pelos outros, de inquietos e ansiosos. Permanecem trepidantes e dispostos a viver muito, com leveza e satisfação. Assimilam melhor os desafios dos esportes e os lançamentos do vestuário da moda, em decorrência de seu porte esguio. De movimentos mais favoráveis e desejados. A aplaudida escritora gaúcha Martha Medeiros, no confronto entre pessoas magras e gordas, prefere destacar, pelo caráter, a categoria de ?gente fina?, que não esnoba, não humilha, não trapaceia e não gosta de competir. Em um apelo final afirma, com uma certa dose de humor e alegria, gente fina não pesa mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. Teria de virar um símbolo. Colocada na balança é quem faz toda a diferença.

Relacionadas