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ENCONTRO COM A CONSCI�NCIA

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Nas iminências de um novo pleito eleitoral e sem a possibilidade dos métodos tradicionais de financiamento de campanha, os congressistas se apresam para aprovar uma reforma política. Dentre as mudanças propostas para viabilizar as eleições (ou para viabilizar as suas eleições) está o voto em lista fechada. O voto em lista, dentro do contexto brasileiro, seria uma tragédia. Seria a homologação da política como um balcão de compra e venda de acesso ao poder e imunidade parlamentar. Entre incontáveis problemas o sistema geraria, ao menos, uma coisa boa, nos obrigaria a um encontro com a consciência. Em 2014, metade do País acreditou no conto da corrupção se iniciando, ou se normatizando, com o PT. Em 2018, terão que rebolar o senso de moral para manter seu apoio ao PSDB, tendo em vista as revelações da Lava Jato. A outra banda do País terá a difícil tarefa de decidir se continua apoiando Lula mesmo após a enxurrada de denúncias, que agora deixaram o terreno pantanoso dos sítios sem dono e apartamentos não comprados, para envolverem também dinheiro vivo, propina pura e simples. Marina Silva deve surgir da floresta novamente, mas dificilmente repetirá seu desempenho anterior. Marina se absteve dos maiores conflitos e tensões dos últimos anos. Nem eleitor de BBB perdoa quem faz cara de paisagem e fica fora das polêmicas. Não sabemos quem ganhará a eleição presidencial daqui há um ano, mas sabemos que a esmagadora maioria dos brasileiros votará no PT ou PSDB. Metade votará no mito ?Lula perseguido pelas elites?, fingindo não saber que quem comandará o País serão: Humberto Costa, Tião Viana, Lindbergh Farias, Marco Maia, Arlindo Chinaglia, Zeca Dirceu, Paulo Bernardo. Outra metade votará no empresário ?fora dos esquemas? João Dória, fingindo ignorar que serão governados por: Aluysio Nunes, José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Cássio cunha Lima, Antônio Anastasia, Ricardo Ferraço. Citei apenas os constantes na nova lista do Fachin, mas sabemos bem que há hordas de correligionários desses partidos, em cada estado e cada cidade, sedentos por cargos e esquemas escusos. Votar nos candidatos é melhor, mas é fácil, sempre dá para pinçar um cuja honestidade nos pareça genuína, mesmo que não haja qualquer motivo aparente. Difícil seria votar no partido. Quem tem coragem de apertar o botão do ?rouba, mas faz??

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