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BRASIL, UM PA�S DO FUTURO?

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O Brasil cansou de ser o País do futuro. Não adianta termos potencial se não conseguimos traduzi-los em benefícios reais para a população, em emprego e renda. Apesar de todos os nossos atrativos, o Brasil recebe menos de 0,6% dos turistas do mundo e fatura apenas 0,4% do valor global. O turismo reúne excelentes condições para ajudar o Brasil a enfrentar a crise. Esta certeza é fundamentada em fatos. Enquanto a economia mundial cresceu apenas 2,4% em 2016, o setor avançou quase o dobro (4%). Graças ao turismo, a Grécia e a Espanha evitaram o colapso completo. Desde que assumi o Ministério do Turismo, conversei com empresários, presidentes de entidades representativas de classe, gestores públicos, especialistas e lideranças mundiais do setor. Tive acesso a uma gama imensa de estudos e relatórios que indicam o caminho. Elaboramos o Brasil + Turismo, um pacote de medidas em defesa do setor. Na primeira fase, ele vai intensificar a promoção internacional e permitir a abertura completa das empresas de transporte aéreo ao capital estrangeiro para aumentar a conectividade no País. Ainda somos um país fechado. Num ranking de 136 nações, estamos na 96ª posição no item abertura internacional. Para atacar este gargalo, vamos implantar o visto eletrônico a países estratégicos. Até o fim do ano, turistas dos EUA, Canadá, Japão e Austrália conseguirão a autorização de entrada, pela internet, em até 48 horas. Estudo realizado pela Organização Mundial do Turismo e pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) concluiu que políticas de facilitação de vistos proporcionaram um aumento de até 25% no fluxo turístico. Na Copa do Mundo e na Olimpíada, quando o Brasil realizou duas experiências nesse sentido, registramos um faturamento recorde. Estimamos que a facilitação de vistos pode injetar até R$ 1,4 bilhão na economia nacional em dois anos. Outra vantagem comparativa que passa a ser mais bem aproveitada com o pacote Brasil + Turismo é o nosso litoral, como as lindas praias de águas cristalinas de Alagoas. Apesar de termos uma orla com 7,5 mil quilômetros, há uma série de restrições ao desenvolvimento de atividades turísticas nessas áreas. O MTur e o Ministério do Planejamento formalizaram uma parceria que prevê a cessão de áreas turísticas e a criação ou regularização de empreendimentos privados nesses locais. Para melhorar a experiência do turista nos destinos nacionais, vamos trabalhar ainda na qualificação profissional. Por último, mas não menos importante, estruturamos cinco medidas de gestão: a modernização da Lei Geral do Turismo; a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro; a fiscalização do transporte turístico; a simplificação dos impostos para os Parques Temáticos e o direcionamento de recursos para os órgãos estaduais de turismo. As iniciativas vêm consertar uma miopia histórica que o governo brasileiro teve em relação ao turismo. Um importante passo para fazermos o futuro chegar ao Brasil.

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