Opinião
DIA DAS M�ES. CORRAM, AINDA � TEMPO!
A comemoração do dia das mães no segundo domingo de maio é uma tradição que vem dos Estados Unidos. De fato, no início do século passado, Anna Jarvis perdeu sua mãe num segundo domingo de maio e passou a celebrar uma missa em honra a todas as mães a cada ano nesta data simbólica. Esta prática então se espalhou para todos os Estados Unidos e outros países como o Canadá, Bélgica, Alemanha, Suíça, Itália, Dinamarca, Finlândia, Turquia, Austrália, Brasil, Colômbia e África do Sul. De lá para cá muita coisa mudou, especialmente nos últimos 30 anos foi desaparecendo o estereótipo de mãe dentro de um vestido estampado, com os cabelos enrolados numa touca aguardando o retorno de seu marido e seus filhos, preparando bolos em uma cozinha imaculada. Esta imagem foi relegada para os arquivos de publicidade sexista. Hoje, com o mundo digital em que vivemos e com a flexibilização do conceito de família, o conceito de MÃE já transcende o sexo, temos homens que são mães e assumem tranquilamente tal função. O mesmo conceito hoje já é dissociado do conceito de genitora. Mãe, de verdade, é aquela que educa seus filhos e não apenas aquela que paga as contas e dá presentes. O papel de mãe reside na formação do filho, prepará-lo para o futuro, é estar presente nos momentos importantes de sua vida, dar segurança e construir o seu caráter, sendo exemplo e incentivadora de crescimento. Hoje a mãe tem que estar presente em dois mundos, o real e o virtual, e em ambos, tem que estar perto do filho, cuidando e orientando. Por isso MÃE é ser insubstituível, mesmo quando nunca existiu ou partiu precocemente, ela está presente no filho mesmo depois de deixar deste mundo. Por isso quem tem a sorte de ter uma mãe saudável ao seu lado tem o dever de aproveitar. Normalmente só se descobre o valor de uma mãe em seu leito de morte ou depois de sua partida. Por isso peço a todos que abracem suas mães, conversem com elas, passeiem e beijem-na muito, aproveitem sua companhia. Entendam: a gente nunca visita a mãe o suficiente. Nunca conversa o necessário e não temos a menor noção de tudo o que elas fazem e fizeram por nós não pode ser retribuído, especialmente com visitas esporádicas nem com rápidos telefonemas. Nunca poderemos pagar o seio dolorido com que elas nos amamentavam, as noites maldormidas, a comida na mesa, o banho na hora. Jamais saldaremos a conta das molecagens, da ingratidão, das brigas, da nossa ausência ou qualquer outra coisa que elas suportaram, tudo em silêncio. Por toda a sua existência. Todos os que estiverem com a mãe ao seu lado. Corram, mostrem seu amor e sua gratidão. Ainda é tempo!