Opinião
O QUANTO A M�SICA AGREGA PESSOAS
A experiência do Projeto Pequenos Cantores de Jaraguá com crianças da Favela de Jaraguá nos encorajou a participar do edital de Pontos de Cultura, que deu origem ao Projeto Pequenos Músicos de Jaraguá. Com as dificuldades normais de qualquer ação cultural e social criamos uma Escola de Música no vetusto Palácio do Comércio, sede da Associação Comercial de Maceió, sob a coordenação do setor cultural da entidade. Com bons professores e alunos dedicados chegamos a uma pequena orquestra que se apresentou pela primeira vez no final de 2016, praticamente para as famílias de seus participantes. Este ano nos encorajamos ainda mais e marcamos uma série de recitais no Museu da Imagem e do Som de Alagoas ? Misa, todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, até novembro, próximo. O sucesso da primeira apresentação nos fez pensar num concerto diferente, voltado para a abertura das festas juninas. Daí um repertório com arranjos de música popular e outras novidades. É importante salientar que os participantes da Orquestra de Câmara dos Pequenos Músicos de Jaraguá são os alunos mais adiantados, com uma leitura musical fluente e desenvoltura no instrumento que escolheu. A esta altura esses alunos, que iniciaram sem nenhum conhecimento musical, passam de iniciantes para intermediários, com o aprendizado de flauta doce até chegar a um instrumento como, violino, viola, violoncelo ou flauta transversal. A questão é que até lá, os que estão em franco desenvolvimento na flauta doce não ficam de fora da orquestra. Isto só incentiva ainda mais o aluno, que recebe sua participação na orquestra, em forma de partitura que o faz se esforçar por aprender. A apresentação então se torna uma meta para cada um. Logo a flauta doce, simplesinha, é preterida em favor de um instrumento mais importante. E assim vai. De fora aparecem jovens estudantes de música, alguns solicitam uma audição de violino e se engajam, outros, geralmente, convidados pelo Maestro Adeilto Oliveira se interessam e vêm compor a orquestra. A boa experiência, a convivência e o amor pela música fazem com que o convidado convide outros colegas. E assim a orquestra ganha forma. Passamos de 15 para 22 participantes de maio para junho. Para este mês de junho achei de conversar com o maestro sobre a percussão, levando em conta que iríamos ter um programa de música regional, com muito ritmo. Isto foi o suficiente para que convidasse para compor a orquestra um trio nordestino, chamado ?Abanos do Forró?, considerando o formato das orelhas dos participantes e que experiência extraordinária. Só assistindo mesmo no dia 2 de junho às 15 horas no auditório do Museu da Imagem e do Som de Alagoas. Não percam.