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O CERTO E O ERRADO NO BRASIL DA VERDADE REAL

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Cada tempo com sua doutrina. Não há como mensurar o certo ou o errado, noutros tempos, sem que façamos uma avaliação do contexto vivido por determinada sociedade em momentos de guerra ou de paz. No Brasil do terceiro milênio a ética perdeu terreno para a incorreção a indignidade e a ilegalidade. O exemplo vem do topo da pirâmide e se alastra exponencialmente, entre outras camadas da sociedade. O que é certo ou errado sob o aspecto ético, num país onde a honestidade é tributo dos parvos? Ao contrário, a lei muitas vezes, se curva, se renova, se molda às novas instâncias, para garantir a isenção do réu e reduzir ou eliminar, o peso de sua pena. Os caminhos do enriquecimento, necessariamente, não precisam estar atrelados ao trabalho nem à produção de riquezas, mas a uma rede de contatos vantajosos que proporcione oportunidade de dar ou receber propinas, favores e informações privilegiadas, para ganhar a partida sem chegar ao game over. Cada um tem seu preço e alguém com disposição de pagar. Dessa forma, o empoderamento nunca esteve tão aliado a esta rede de relacionamentos vantajosos, onde não há escrúpulos na partilha destas vantagens, mesmo que suas ações possam inviabilizar o bem comum. O que somos, nos Brasis desta república, onde o governo conspira contra nós? Guardamos por muito tempo, a ilusão de que num país capitalista, todo cidadão tinha o direito de chegar a riqueza. Você crer que seja o que é por demérito seu ou foi levado a ser pelas circunstâncias? Quantos de nós já não estivemos a frente de um corruptor? O Brasil hoje é uma escola de corrupção que tem crescido, exponencialmente. Não há como evitar a difusão pedagógica dessas práticas insidiosas nas futuras gerações. Mas ainda, quando seus mentores não poupam a própria família. Talvez, bem pior, seja a apologia da mentira na demagogia que é disseminada aos quatro ventos. Como, em melhor juízo, perdeu-se a singularidade filológica da palavra verdade para ?verdade real?, ?verdade formal? ou ?verdade material?. É o fim da verdade cartesiana. Será que mentira não tem mais antônimo? E eu não estou neste cenário porque sou um parvo. Eis uma verdade cartesiana: ?cogito ergo sum?. Como sou um parvo não existo. Existe para quem depura essa ?verdade? e brinca de faz de conta (que esse dinheiro é meu). Certo? Errado é continuar pobre num país de tantas ?oportunidades?.

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