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Opinião

Apelos pela paz

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A primeira semana marcada pela deflagração da segunda guerra no Golfo Pérsico termina com a humanidade temendo o pior por causa da guerra no Iraque. Mas esperançosa de os apelos e protestos que se espalham pelo mundo resultarem na interrupção definitiva dos ataques e na retomada das negociações pela paz e garantia dos direitos internacionais. A população mundial não pode continuar convivendo com devastações. Com conflitos que sempre acabam gerando terríveis danos para as nações. Sobretudo, às menos poderosas, com maior número de pobres e miseráveis e sem condições de resistir a novos e maiores sofrimentos. Têm razões de sobra, portanto, os governos e povos que, em maioria esmagadora, seguem conduzindo as manifestações pelo fim dos ataques antes que o desdobramento da guerra nos domínios de Saddam resulte em conseqüências ainda mais danosas nos limites de Bagdá e também nas demais regiões do planeta. Torcemos para que os clamores dos recintos fechados às ruas de todo o mundo sejam suficientes para os governos dos Estados Unidos e dos países aliados retomarem as negociações em relação ao Iraque. Invistam em iniciativas pacíficas. Reflitam cada vez mais sobre as causas e efeitos do uso das forças. Procurem atingir seus objetivos no plano internacional buscando todas as alternativas pacíficas possíveis. Os meios da diplomacia. Tudo o que for necessário para que possa ser evitado o agravamento do terrorismo, do clima de insegurança em seus territórios e em nível mundial. As nações atingidas direta e indiretamente por esta guerra desejam, lógico, que ela seja a menos sangrenta e mais curta de todas. Para que sejam usados mais recursos financeiros e humanos na construção de um mundo melhor. Livre das políticas e ambições que contribuem para o aumento das diversas formas de injustiça, da pobreza e miséria onde elas já existem como os maiores desafios que só podem ser enfrentados com maior empenho dos governantes pela paz.

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