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DIA MUNDIAL DOS POBRES

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Quando o cardeal Bergoglio foi eleito Papa, Dom Cláudio Hummes, brasileiro, dirigiu-se a ele, abraçou-o e disse: ?Não se esqueça dos pobres?. Estas palavras ressoaram na mente do recém-eleito e então para surpresa de todos foi anunciado que se chamaria Francisco, em referência ao pobrezinho de Assis que tanto bem fez ao mundo. E daquele dia em diante, diversas atitudes têm demonstrado como esse ?recordar os pobres? tem acontecido. Agora, presenciamos mais uma. Papa Francisco instituiu o Dia mundial dos Pobres que anualmente deverá ser celebrado no 33º Domingo do Tempo Comum, isso de acordo com o calendário da Igreja Católica, ao qual este ano haverá lugar no dia 19 de novembro. Fruto do jubileu da misericórdia, a Santa Sé publicou uma mensagem com o tema ?Não amemos com palavras, mas com obras?, explicando e direcionando como deste ser vivido este dia e como o relacionar-se com os mais pobres deve ser colocado em prática para todos os cristãos. Atualmente, estou morando em Roma e andando pelas ruas dessa cidade vejo um número considerável de moradores de rua, mendigos e pobres nos locais públicos. Alguns são imigrantes, outros desempregados e tantos são zíngaros, como são chamados localmente. Já presenciei humilhações, brigas, e pessoas que tratam de forma desumana estes que estão a pedir. Os locais mais turísticos estão cheios desses nossos irmãos, e não há como você ir à Fontana de Trevi ou a Basílica São Pedro sem encontrar inúmeros a suplicarem ajuda. Qual deve ser a nossa atitude diante de uma realidade assim? Assistencialismo? Tantas discussões são empreendidas entre os cristãos sobre o que melhor deve ser feito. O que me chamou a atenção na mensagem escrita pelo Papa foi o seguinte: ?Portanto somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma?. E continuando a leitura, o Sumo Pontífice aborda a imagem que a Igreja tem da pobreza. A experiência é de alteridade! Quem já teve contato ou desenvolveu um trabalho com os mais necessitados é capaz de compreender o que digo. Somos chamados a ter um novo olhar sobre a pobreza.

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