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Opinião

EGO�SMO UNIVERSAL

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No mundo pragmático onde vivemos, as pessoas pensam mais em si e menos no coletivo, fazendo o egoísmo se apresentar como a fonte da maioria absoluta dos males prejudiciais à humanidade. Assistindo a dois distintos programas de televisão, com transmissão de notícias alusivas a diferentes partes do planeta, fiquei a meditar, concluindo: quem consegue experimentar a ventura da solidariedade, jamais volta atrás. Em Marechal Deodoro, cidade alagoana, durante o último período chuvoso, tão sofrido para os munícipes da região, encantei-me com uma garotinha. Sentada ao meio-fio da calçada, junto à qual outrora existira seu lar, pranteava lágrimas de espinho ante tamanha adversidade vivenciada, mas, apesar de tudo, ainda externava um pálido sorriso, por haver conseguido salvar seus poucos livros, orgulhosamente guardados em uma embrionária biblioteca caseira. Na Síria, do outro lado do mundo, um garoto, com o rosto totalmente sujo de lama, demonstrava toda sua indignação, ao falar, de forma segura, mirando fixamente a tela da câmara que o gravava, bradando: ?Os povos do planeta não podem continuar deixando os residentes daqui sofrerem tamanha dor, onde, diariamente, milhares de famílias são exterminadas única e exclusivamente devido à maldade humana?. Nas duas situações, os lamentos brotavam dos jovens corações sofridos, mas, seguramente, aquelas gotinhas caíram bem longe do olhar dos muitos possuidores de força para ajudá-los. Na Síria, a carnificina é uma constante, pouco importando o que dela se pense. Haverá de perdurar, porque, naquela região, segundo parece, antes de o ser humano existir, a guerra já se prenunciava. O homem parece incapaz de fazer algo para minorar a dor dos habitantes, pois, como de costume, continuam a pensar em si próprios, deixando de lado o benefício a ser trazido para a coletividade. No tangente a Marechal de Deodoro, está claro: os seres humanos nasceram para jogar. Todo garoto, em sua inocência, acham ser a brincadeira uma ocupação mais nobre que o trabalho. Ao crescerem, alguns deles continuam imaginando somente dever remediar, ao invés de prevenir. De tempos em tempos, as enchentes teimam em semear sofrimento, pois, quem poderia neutralizar seus efeitos, pouco ou nada fez. Os brasileiros vivenciam um momento ímpar, acompanhando de perto a tentativa de muitos em sanear as maldades praticadas por uma minoria que se reveza como dirigente do pais, tendo a oportunidade de fazer renascer uma nova era, onde o egoísmo seria negligenciado, enquanto os de pouca idade, ansiosos por estudar e trabalhar haveriam de ter a certeza de conseguir colher o que plantarão para, e finalmente, usufruírem do calor, da chuva, do ar, do sol e da sintonia das estrelas, sem medo de guerras, enchentes, mas, sobretudo, dos males da corrupção.

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