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DIFEREN�AS N�O PODEM AVALIZAR O �DIO

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A crise política e institucional vivida pelo Brasil não pode se transformar em barril de pólvora, numa guerra odiosa dividindo a sociedade, criando um absurdo clima de hostilidade entre as diferenças ideológicas, partidárias, seja lá o que for. Negros, brancos, pobres, ricos, índios, não importa a etnia, somos uma única raça: brasileira. Preocupa o modelo primitivo como o ex-presidente Lula, líder inconteste da tropa de choque do PT, tem conduzido os últimos encontros do partido. Fazendo-se de sofrente perseguido pelos adversários, dissemina um rancor profundamente perigoso nos fanáticos seguidores da seita. Em circunstâncias pontuais, o resultado dessa pregação diabólica surge nas ruas. É o caso da última manifestação com destaque para Brasília e Rio de Janeiro, quando marginais mascarados, truculentos, batizados de Black Blocs promoveram verdadeira baderna com importante destruição do patrimônio público. Um episódio gravíssimo que, infelizmente, terminou ficando o dito pelo não dito, ninguém punido, ninguém responsabilizado pela ação praticada com odores de terrorismo. Uma ocorrência claramente organizada, dirigida e coordenada para que assim fosse. Recentemente, a jornalista Mirian Leitão foi vítima de uma atitude grosseira e mal educada ao embarcar em voo com destino ao Rio de Janeiro. Os protagonistas do deprimente espetáculo foram ninguém menos que militantes inflamados que acabavam de ouvir um discurso insuflador do comandante após participarem de um congresso da organização partidária. O caudilho Leonel Brizola, defensor intransigente de um País livre e unido, soberano pela educação, deve estar incomodado no túmulo com as peripécias daquele sindicalista que um dia o apelidou de ?sapo barbudo? e por quem até nutria certa simpatia. Lá pelos anos 90, Brizola concedeu entrevista para o jornalista Larry Rother, do The New York Times quando censurou o ?alto consumo habitual de bebidas alcoólicas? daquele que viria a ser, algum tempo depois, o Presidente da República. É como se estivesse profetizando naquelas declarações as consequências desastrosas que o senhor Lula poderia trazer para o País. Com costumeiros impropérios, vocabulário chulo instigando reação nada civilizada da tropa de choque que o bajula cegamente, apenas reedita a prática na porta das fábricas de São Bernardo dos Campos, quando líder sindical. Os tempos mudaram, o mundo evoluiu, entretanto a essência desagregadora é a mesma. E assim vão se criando raízes intolerantes incontrolavelmente violentas como aquele tipo psicopata que abordou outro jornalista, desta feita o Alexandre Garcia, também no embarque e durante um voo para Belo Horizonte. Por que tanto ódio se a bandalheira institucionalizou-se em todas as facções ditas criminosas? Porque tanto ódio se Lulas, Dilmas, Temers, Aécios, Joesleys, Odebrechts e mais algumas centenas de caciques são todos farinha do mesmo saco? Parece que as amarguras deste mundo moderno estimulam para que as pessoas se tornem mais agressivas, intolerantes umas com as outras. É assim entre torcidas de futebol, no trânsito, nas redes sociais, nas manifestações de rua, em todos os lugares. Pelo menos uma vez na vida o Lula falou uma verdade: ?Agora, é preciso que a esperança vença o ódio?.

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