Opinião
SER PAI NOS TEMPOS ATUAIS
O mundo vai caminhando e se transformando. A própria família sofre esse impacto: salários insuficientes, o pai trabalhando exaustivamente pela sobrevivência sem ter tempo suficiente para a família e, muitas vezes, pelo cansaço, fica nervoso, irritado, descontando nos filhos. Não existe mais aquele aconchego do lar como antigamente porque as distrações são inúmeras. Meu estimado companheiro de missão, o tempo de vida de seu filho até 12 anos é muito curto, passa depressa. Assim, não deixe passar as oportunidades que surgem de brincar com ele, contar histórias, tomar banho de mar, viver ao seu lado as horas disponíveis, porque esses momentos não voltam nunca mais e são exatamente nessa faixa de vida que eles guardam para sempre esses instantes vividos e que irão influenciar seu comportamento futuro, dando-lhes solidez de caráter, coragem para enfrentar os obstáculos e ânimo para viver. A criança precisa sentir a presença do pai para poder imitá-lo. Ela o anima intensamente, ainda mais nos primeiros anos de vida e em decorrência desse amor identifica-se com ele. Desejo felicidades e coragem para os pais da minha terra para que ouçam sempre de seus filhos a maravilhosa mensagem ?pai, eu te amo?. Cada ser humano tem alguma história para contar em relação à grande convivência com seu pai. Vejamos esta: Um menino com voz tímida e olhos cheios de admiração pergunta ao pai quando este retorna do trabalho: -Pai, quanto o senhor ganha por hora? O pai, num gesto severo responde -Meu filho, isso nem a sua mãe sabe. Por isso, não me amole, estou cansado! Mas o filho insiste: -Mas, papai, por favor, diga, quanto senhor ganha por hora? A reação do pai foi menos severa e respondeu: -Três reais por hora. -Então, papai, o senhor poderia me emprestar um real? O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu: -Então, essa era a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole! Já era noite, quando o pai, por algum momento raro, começou a pensar no que havia acontecido com o filho e sentiu-se culpado. Talvez quem sabe o filho precisasse comprar algo. Querendo aliviar sua consciência doída, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou: -Filho, está dormindo? -Não, papai ? o garoto respondeu, sonolento e choroso. -Olha, aqui está o dinheiro que me pediu, um real. -Muito obrigado, papai ? disse o filho, levantando-se rapidamente e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama. -Agora já completei, papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora do seu tempo?