Opinião
IMPACTO
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Uma pesquisa realizada pelo Instituto DataSenado aponta que, na percepção de 63% dos pais ou responsáveis ouvidos, a qualidade do ensino entre os alunos que tiveram aulas remotas, diminuiu. Para 22%, a qualidade das aulas permaneceu igual e apenas 8% indicam que houve melhora no ensino com a mudança de formato. Pelo levantamento, 75% dos pais que tiveram filhos em aulas remotas nos últimos 30 dias preferem que as aulas voltem a ser presenciais quando a pandemia acabar.
O levantamento revela ainda que entre os pais com filhos matriculados em instituições públicas, 40% disseram que as aulas foram majoritariamente suspensas nos últimos 30 dias. No caso de matriculados em instituições privadas, o mesmo ocorreu com 18% dos ouvidos. A diferença de acesso à Internet entre rede pública e privada é outro dado da pesquisa. Nos lares com estudantes em aulas remotas na rede pública, 26% não possuem internet. Na rede privada, o percentual cai para 4%.Também segundo os resultados, o celular (64%) é meio mais utilizado para acessar aulas e material de estudo. O computador vem na segunda posição, utilizado por 24% dos alunos ouvidos. O impacto com a suspensão das aulas por causa da pandemia é um desafio vivido em todo o mundo. Especialistas dizem que o ensino híbrido precisa ser levado mais a sério no Brasil. Enquanto a vacina não estiver disponível para a maioria da população, não haverá segurança para retomar plenamente as aulas presenciais e o ensino a distância terá um papel importante como uma forma complementar de educação. No que diz respeito à educação, a pandemia evidenciou as desigualdades. Boa parte dos alunos de escolas particulares está tendo acesso a aulas online Na rede pública, entretanto, há muita dificuldade de oferecer o ensino remoto e a maior parte dos alunos não dispõe dos recursos necessários. De qualquer forma, o ano letivo de 2020 terá de ser reavaliado para que, superada a pandemia, se possa recuperar o tempo perdido e evitar um prejuízo maior a milhões de estudantes em todo o País.