Opinião
A MULHER BRASILEIRA
Nas artes, ciências, literatura e na política, o escritor Ivan Bezerra Barros, jornalista, advogado, promotor de justiça aposentado do Ministério Público de Alagoas, membro das Academias Alagoana e Maceioense de Letras, presidente de honra da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes, acaba de presentear nossa sociedade com ?A Mulher Brasileira? que, antes de ser lançada no mercado intelectual, já havia se esgotada toda a edição. Não deu para quem quis, homenageando, em primeira mão, a embaixatriz Amnéris Pontes de Miranda. Ivan Barros caracterizou-se como um escritor saudosista ao relatar que o tempo vivido foi rápido e fugaz, enquanto agora é lento, muito lento.., vindo daí, sua convicção de que só vivendo é que faz passar o amor e a própria esperança. Nas suas recordações faz alusão ao tempo em que trabalhou na então Revista Manchete, no Rio de Janeiro, onde fez excelentes amizades com personalidades históricas, a exemplo de Juscelino Kubitscheck, Arnaldo Neskier, Heitor Cony, Heloneida Stuart e tantas outras. E ainda na Manchete desfrutou de um jornalismo moderno, absorvendo cultura e informações inéditas. Mas, vamos lá destacar algumas das mulheres citadas pelo autor, num pleito de admiração a todas as brasileiras que, através de uma luta patriótica e heroica possuem legislação específica, outorgando-lhes respeito, acesso às universidades, cargos públicos, independência e outros direitos: Ministra Carmem Lúcia, atual Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), um exemplo de mulher obstinada a vencer as dificuldades no comando da mais alta corte do País. Quando de suas visitas aos presídios, costuma compará-los às ?sementeiras do crime?. É respeitada como uma das maiores personalidades da Justiça Brasileira, escrevendo artigos científicos em revistas e jornais especializados, publicando obras jurídicas desde muito jovem. Outra mulher enaltecida pelo autor foi a médica Nise da Silveira, em cuja temporada no cárcere sofreu torturas com choques elétricos e, ao deixar a prisão, denunciou à imprensa as torturas sofridas. Notabilizou-se pela implantação de humanização nos hospitais psiquiátricos, trocando os cubículos gradeados e os eletrochoques por um tratamento com música, pintura, dança, terapia ocupacional, além de partilhar, como mais nova experiência, a convivência dos pacientes com animais domésticos. O autor destacou, também, nossa pessoa ? Sônia Brito ? por honrar e dignificar o Ministério Público como uma instituição fundamental do Estado democrático, além de todas as universidades da Europa por onde passamos, como aluna de Pós-Graduação, registrando, inclusive, o Goethe Institut, Freiburg in Deutschland, onde tivemos o ensejo de estudar alemão. O sentimento que nos domina com tamanha homenagem traduz-se em reminiscência dos duros embates travados no árduo caminho da nossa vida, cujas vitórias devemos expressar através de uma palavra de gratidão a nossa família ? um exemplo do que significa ser inesquecível ? de uma compreensão que se constitui num universo de grandezas, apoiando-nos na marcha contra óbices e pedras no caminho da realização profissional e da felicidade pessoal. Em nosso nome e em nome de todas as brasileiras, agradecemos ao prezado Ivan Barros pelo feliz reconhecimento a nós guerreiras, com direito a viver com dignidade.