Opinião
UNI�O HOMOAFETIVA E MAIS UMA POL�MICA
Recentemente um casal homoafetivo teve seus três filhos batizados na Igreja Católica na cidade de Curitiba, notícia que foi amplamente divulgada por diversos veículos de comunicação, especialmente pelo fato de um dos pais ser um ativista LGBT. Pouco tempo depois, vem a público uma carta em que afirmam ser o reconhecimento do Papa daquela união como uma família. O fato gerou tanta polêmica que a Sala de Imprensa do Vaticano, através da sua subdiretora Paloma García Ovejero, pronunciou-se negando a interpretação que foi dada e explicando os fatos. O que então aconteceu? O sr. Toni Reis ao escrever ao Papa falando sobre o batismo apenas mencionou que seus filhos haviam recebido este sacramento e por isso pedia uma benção. O Sumo Pontífice não tem condições humanamente de ler todas as correspondências enviadas a ele, por isso o Vaticano dispões de pessoas que enviam um modelo padrão de resposta como cortesia à atitude. Esse setor religioso respondeu, e a carta modelo contém um trecho onde se dá uma benção para a família daquele que a enviou. Em nenhum momento faz-se referência ao casal homoafetivo e isso pode ser constatado pela própria postagem do mesmo no Facebook. Além disso, o Vaticano não tinha conhecimento dessa união, tanto que a correspondência enviada foi direcionada a uma única pessoa. Como dúvidas surgiram se realmente havia por parte do Vaticano ciência daquela situação como um todo, a Sala de Imprensa veio por fim esclarecer os fatos em um comunicado oficial. Um esclarecimento poderia ser feito também por Toni Reis e seu companheiro David Harrad, tornando pública a missiva que o primeiro havia enviado, o que até o presente momento não foi feito. O triste de tudo isso é que a polêmica gerou diversas interpretações errôneas sobre a pessoa do Papa Francisco e da Igreja Católica. Seu posicionamento quanto à união homossexual sempre foi claro e por isso não é preciso ficar repetindo. Contudo, dizer que agora são novos tempos e que tudo está mudado é desconhecer realmente o patrimônio moral de uma Igreja de mais de dois mil anos e seu ensinamento sobre o matrimônio. Acolher o homossexual como pessoa amada por Deus é inquestionável, mas aprovar uma união como casamento a Igreja não poderia fazer isso. É preciso entender.