Opinião
UMA HONRA INOPORTUNA
Se o criador da honraria faz parte do bloco de apoio ao pretenso homenageado, merece consideração pelas suas convicções ideológicas como militante da destemida esquerda brasileira. Entende-se também que, face ao delicado momento político do País, é respeitosamente necessário que a ideia seja aprovada por outros egrégios mestres da universidade extensiva ao referendo da maioria da sociedade que a instituição a representa. Pouco importa se a escolha foi há alguns anos passados, importante mesmo são os tempos atuais e a revelação pública da vida pregressa do cidadão agraciado. Os alagoanos não podem ser obrigados a concederem tal manifestação de apreço em favor de um condenado pela justiça e que ainda responde por mais cinco processos por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. E, com certeza virão outras condenações tamanhas são as evidências de novos delitos. Honoris Causa se define na tradução do latim como uma homenagem a alguém muito merecedor ?por causa de honra?, pessoa valorosa pelos princípios de honestidade, dignidade, valentia e outras características consideradas socialmente virtuosas. Não nos parece que o louvor do momento proposto pela a Universidade Estadual de Alagoas ? Uneal e dirigida ao ex-presidente da república Luiz Inácio da Silva, o Lula, seja oportuna. Mais parece uma provocação contra os alagoanos na maioria contrários ao comportamento amoral desse senhor. São óbvios os motivos desabonadores quando nos referimos ao passado, presente e futuro do personagem. Outrora quando chefe da Nação, aliado inclusive a poderosos ?amigos de infância? locais, desconhecemos os benefícios que porventura tenha proporcionado para o nosso Estado. Referimo-nos aos graves problemas de ordem social e infraestrutura, exceto o Bolsa Família, programa que também engordou a renda de políticos via laranjas e assessores. A farofa que alimenta barracos e miseráveis é a mesma que sobra nas mansões com piscinas e carrões na garagem! A política do populismo é assim, o pirão da boca do pobre incha saboroso na mesa do rico. Por que o ilustre reitor decidiu conceder, ao passante de agosto em campanha política pelo Nordeste, a tal honraria em referência? Não é demais lembrar que será protegido pelo exército do Stédile estrategicamente distribuído pelos lugares onde o elemento vai passar com foices, facões e porretes. Por que a ampla divulgação de que teria sido ameaçado de morte pelo fato de anunciar a possibilidade de realizar o evento? Quem o ameaçaria e o porquê de tanto ódio? A história é pouco convincente, exagerada talvez, ou quem sabe a maneira de chamar atenção para um acontecimento sem relevância para Alagoas, se de fato acontecer.