Opinião
SAÚDE EM DECLÍNIO
Os médicos brasileiros estão cada dia mais preocupados com a dificílima situação da maioria de nossa população que, a cada momento, vai ficando mais distante de um atendimento médico e hospitalar condignos com a pessoa humana. E o médico sozinho não consegue resolver o problema. Há anos, falar em saúde pública no Brasil significa falar em superlotação nos hospitais, filas intermináveis, madrugadas na porta dos ambulatórios, falta de recursos materiais e humanos, enfim, um drama terrível. O problema é antigo. Só agora, mas do que nunca, ele está precisando de soluções urgentes que não estão vindo. O pobre está morrendo na rua. Afinal, 80% da população brasileira depende exclusivamente do sistema público de saúde. E ele encontra-se falido. Eis a questão... Eis o grave problema. O que fazer? O Brasil ostenta indicadores que o coloca entre as dez maiores economias do mundo, entretanto, os indicadores de saúde o citam como um País atrasado, um dos piores do mundo. Enquanto o nosso País investe em torno de 100 dólares por habitante e por ano, o Canadá e a França gastam 1.800 dólares e os EUA 3.000 dólares. Para onde vamos? Quando o povo brasileiro terá a tranquilidade de saber que poderá ser atendido a qualquer hora se precisar? Uma das questões fundamentais é a dos recursos para a saúde. Quais as fontes que devem financiar o atendimento gratuito do povo? Está previsto na Constituição Federal. Na verdade, o que vemos com tristeza é a falta de prioridade, para não dizer descaso, na destinação de recursos para a saúde. Recursos, escassos recursos. Eles vão sumindo e o povo sofrendo. Para resolver o problema dos recursos para a saúde já existem várias propostas de parlamentares na Câmera Federal. Vamos ter que encontrar um modelo eficaz para satisfazer a população. Até quando iremos esperar? Estamos ansiosos por uma solução. O Conselho Federal de Medicina associado às outras entidades medicas do País, está em constante vigília buscando soluções para o problema da saúde. Quando a vida se debilita e surgem os conflitos na natureza humana, a dor e o sofrimento ficam bem evidentes.