Editorial
Proteção
A recente mobilização em torno da “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais trouxe à tona uma discussão necessária e urgente. A exposição precoce de menores a comportamentos e situações inadequadas para sua idade – muitas vezes com danças sensuais, linguagem sexualizada ou exploração para fins de monetização – é uma violação grave de seus direitos e um risco ao seu desenvolvimento emocional e psicológico.
Um conhecido influenciador, ao denunciar perfis que promovem esse tipo de conteúdo, despertou a atenção da sociedade e do poder público. O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou a pauta de projetos que buscam coibir essas práticas, enquanto ministros e autoridades reforçam a necessidade de responsabilizar plataformas digitais por permitirem e até lucrarem com esse tipo de exploração.
Não se trata de censura, mas de proteção. Redes sociais não podem ser territórios sem regras, onde algoritmos impulsionam conteúdos nocivos em nome do engajamento. A legislação precisa avançar para garantir que a internet não seja um espaço de violência velada contra crianças, disfarçada de entretenimento.
É dever do Estado, das plataformas e da sociedade frear essa distorção que rouba a infância em troca de visualizações.
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