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Opinião

Feliz aniversário, Alagoas!

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Chegamos neste fim de semana ao ponto culminante do calendário de comemorações que marcam 2017 como Ano do Bicentenário de Alagoas. É o 200º aniversário da nossa certidão de nascimento, o alvará régio de D. João VI criando a Capitania das Alagoas, em 16 de setembro de 1817. Os traços da personalidade própria, autônoma, da sociedade vivente na Terra das Alagoas estão presentes desde Zumbi e Calabar, ainda no século XVII. No início do século XIX, a atividade econômica na Comarca das Alagoas era uma das mais dinâmicas e organizadas em todo o Nordeste. Em 1817 aqui viviam quase 100 mil pessoas. Mais de 60 engenhos produziam açúcar e mel de cana. As plantações de algodão permitiam exportar para Portugal tecidos feitos em Penedo e Porto Calvo. Uma ascendente indústria naval construía e consertava embarcações pequenas, médias e grandes. Havia atividade pesqueira intensa no mar, nas lagoas e rios. E começava o ciclo do boi: charque, leite e couros. Tudo isso espalhado em dez freguesias e gerando uma bela renda para o Erário Real. Não fazia mais sentido continuar como um apêndice. Foi com esses argumentos que o Ouvidor Antônio Ferreira Batalha, responsável pela Comarca, e outras lideranças articularam com sucesso, junto à Corte, a emancipação. Ela foi consequência do trabalho dos alagoanos. A História seguiu seu curso, o Brasil mudou e Alagoas também. Depois de 1817 foram cinco anos até a Independência, 67 anos de Império e 128 anos de República. Agora, a vida e o destino curiosamente colocam Alagoas diante de uma circunstância que parece repetir para nós o desafio de 200 anos atrás: caminhar com as próprias pernas. O Brasil vive a maior crise da história republicana. A queda na atividade econômica derruba as finanças estaduais pelo País afora. Mas não aqui. A crise não abateu Alagoas, ao contrário. O Estado pequeno e pobre emerge e surpreende com suas contas equilibradas, sem sustos nem atropelos, pagando em dia e reajustando o salário do servidor, investindo em escolas, hospitais, estradas, obras urbanas, segurança pública e políticas sociais. Não há milagre. Sempre houve, isto sim, prudência, contenção, combate permanente ao desperdício. Criatividade, racionalismo, ousadia nas ações ? e transparência, um cuidado quase obsessivo com cada real gasto para garantir o bom uso dos recursos. Trabalho duro, para resumir. Hoje Alagoas está de pé, fazendo o que precisa ser feito. Por isso comemoramos o Bicentenário com alegria e esperança. Nosso povo merece.

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